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Carlos Wizard, que deverá ser conduzido à CPI coercitivamente, não é encontrado por equipe da PF

O empresário Carlos Wizard Martins foi alvo de uma condução coercitiva nesta quinta-feira (17), solicitada pela CPI da Covid. Wizard, porém, não foi localizado. A equipe da Polícia Federal relatou à Justiça que fez buscas na residência e no escritório do empresário, mas não o encontrou. Funcionários afirmaram que Wizard não é visto há “bastante tempo” e que está fora do Brasil. A PF também identificou que ele deixou o país em 30 de março e seguiu para a Cidade do México. Segundo policiais, não consta informação sobre seu retorno ao país no serviço de imigração.

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“Foi diligenciado ao endereço de CARLOS, sendo que ninguém atendeu ao interfone, mesmo após insistentes tentativas. Porém, quando a equipe estava deixando o local, um indivíduo saiu do imóvel de n. 340 da mesma rua, dirigindo o veículo de placas GFM-3922 (registrado em nome de PRISCILA ROBERTA MARTINS BERTANI – filha de Carlos Roberto Martins), informando se chamar “JOÃO” e ser funcionário do imóvel em questão (340) e, ao ser questionado, informou que não vê CARLOS há bastante tempo, mas não prestou maiores informações”, diz o documento enviado pela PF à juíza Maria Oliveira, da 1a Vara Federal de Campinas, que determinou a medida.

A equipe da PF relata que se “dirigiu até a sede da empresa SFORZA HOLDING, na Avenida Barão de Itapura, no 2294, 12. andar, Jardim Guanabara, Campinas/SP, onde, através da segurança do edifício, foi estabelecido contato com DÁVILA DAIANY DOS SANTOS CARDOSO, a qual informou ser funcionária da empresa, que pertence às filhas de CARLOS WIZARD, sendo que, com relação ao mesmo, a informação é de que se encontra fora do Brasil”.

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Wizard é suspeito de integrar o “gabinete paralelo” que orientava Bolsonaro sobre medidas sobre a pandemia.

No início da semana, o empresário solicitou para depor virtualmente na CPI alegando que estava nos Estados Unidos, onde acompanha o tratamento de saúde de um familiar. Os senadores não aceitaram o pedido. Como ele não compareceu ao depoimento marcado para quinta-feira, a comissão slicitou a condução coercitiva de Wizard.

Correção: Na versão inicial a coluna informou que "consta informação sobre seu retorno ao país no serviço de imigração". A informação correta é que "não consta informação sobre seu retorno ao Brasil no serviço de imigração". Peço desculpas a leitor pelo erro.

Fonte: O Globo

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