Mundo

Dono da Precisa, Francisco Maximiano vai até Índia, em companhia de Emanuela Medrades para tentar reverter decisão do laboratório

O dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, e a diretora-executiva da empresa, Emanuela Medrades, devem viajar à Índia para se reunir com a diretoria da Bharat Biotech na próxima quarta-feira (28). O objetivo é tentar reverter a decisão do laboratório indiano, fabricante da vacina Covaxin, de extinguir o acordo com a representante brasileira para importação do imunizante.

[bn1][/bn1]

O acordo foi rompido após a Bharat ter negado, em nota, a autenticidade de dois documentos enviados pela Precisa ao Ministério da Saúde. As cartas foram supostamente assinadas pelo diretor-executivo da Bharat, Krishna Mohan Vadrevu, mas o fabricante indiano nega a autoria dos documentos.

Segundo apurou o UOL, a Precisa pretende apresentar uma perícia sobre os documentos, alegando que as alterações não foram feitas pela representante brasileira, e sim pela Envixia Pharmaceuticals, uma empresa dos Emirados Árabes Unidos. Segundo Medrades disse à CPI da Covid, no último dia 14, a Envixia atuou como um broker [corretor] indicado pela Bharat para fazer a ponte com a Precisa.

Oficialmente, a Precisa não cita a viagem à Índia e nem a perícia sobre os documentos. A empresa afirma, contudo, que "jamais praticou qualquer ilegalidade e reitera seu compromisso com a integridade nos processos de venda, aprovação e importação da vacina Covaxin".

O UOL procurou a Envixia por meio de um email para contato, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Assim que houver manifestação, ela será incluída no texto.

[bn2][/bn2]

Os documentos

Conforme apuração do UOL, ambos os documentos com indícios de fraude são datados de 19 de fevereiro deste ano, seis dias antes da assinatura do contrato com o governo para importação das 20 milhões de doses da Covaxin. O contrato foi suspenso pelo governo no dia 29 de junho, após as tratativas entrarem na mira da CPI da Covid.

Um dos documentos sob suspeita é uma "Declaração de Inexistência de Fatos Impeditivos" por parte da Bharat Biotech, emitido a partir de um pedido feito pelo Ministério da Saúde à Precisa para avançar na negociação. A declaração, que a Bharat não reconhece como sua, traz inclusive dados pessoais do diretor-executivo do laboratório.

Já o segundo documento, também não reconhecido pela Bharat, é uma autorização do laboratório para que a Precisa seja o "representante legal e exclusivo" do fabricante indiano no Brasil.

[bn1][/bn1]

"Ao Ministério da Saúde do Brasil, Nós da Bharat Biotech Limited International (...) autorizamos a: Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda (...) para ser nosso representante legal e exclusivo no Brasil com poder de receber todas as notificações do Governo, sendo responsável administrativamente e judicialmente por meio de sua legislação nacional", diz um trecho do texto.

Fonte: UOL

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão