Rejeição a Bolsonaro dispara. No primeiro turno, Lula teria 40% dos votos, contra 24% de Bolsonaro

SÃO PAULO – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) experimentou uma continuidade na deterioração de sua imagem junto ao eleitorado em agosto, movimento que já se arrasta há dez meses. É o que mostra nova rodada da pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta terça-feira (17).
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De acordo com o levantamento, realizado entre 11 e 14 de agosto, 54% dos eleitores avaliam a atual gestão como ruim ou péssima ? uma oscilação ascendente de 2 pontos percentuais em comparação com o mês passado. O indicador está em trajetória de alta desde outubro de 2020, quando atingiu 31%.
Do lado oposto, 23% dos eleitores avaliam o atual governo como ótimo ou bom ? oscilação descendente de 2 pontos em comparação com julho deste ano. Trata-se do patamar mais baixo registrado por Bolsonaro desde que se mudou para o Palácio da Alvorada, em janeiro de 2019.
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A pesquisa XP/Ipespe contou com 1.000 entrevistas telefônicas, realizadas por operadores com eleitores de todo o país em amostra proporcional à população nacional. A margem máxima de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

O levantamento também mostrou que a aprovação à maneira de o presidente Jair Bolsonaro governar foi de 31% para 29% em um mês ? também o pior patamar registrado na atual gestão. O nível de desaprovação, por sua vez, continuou em 63%.

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Também houve piora nas expectativas em relação ao restante do mandato de Bolsonaro. Agora, 52% esperam uma gestão negativa, enquanto 28% manifestam otimismo.

O movimento de deterioração da imagem de Bolsonaro coincide com uma escalada de tensão com o Poder Judiciário e, sobretudo, uma piora na percepção do eleitorado em relação à economia em um momento de maior pressão inflacionária.
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No último sábado (14), Bolsonaro disse que irá apresentar ao Senado Federal pedidos de abertura de processos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento inédito coloca mais gasolina no incêndio mantido entre as instituições desde o debate sobre o voto impresso. Aliás, essa pauta é rejeitada por 58% dos entrevistados pelo levantamento, enquanto 36% apoiam.
Do ponto de vista econômico, a pesquisa XP/Ipespe mostra que o grupo de eleitores que acreditam que o país está no caminho errado, em queda desde abril, cresceu 4 pontos percentuais voltou ao patamar registrado em maio: 63%.

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A visão contrasta com outros indicadores sobre a situação individual dos eleitores. A percepção dos entrevistados sobre as chances de manutenção de emprego, por exemplo, segue em tendência de alta desde maio. O grupo que vê possibilidade grande ou muito grande de continuar empregado chegou a 56% no atual levantamento.

A pesquisa também registrou estabilidade sobre o sentimento da população em relação à pandemia do novo coronavírus. O grupo dos que dizem estar com muito medo do surto oscilou de 38% para 39% ? esta é a primeira vez desde abril que essa fatia dos entrevistados não reduz seu tamanho. No mesmo assunto, a soma das pessoas que já se vacinaram com as que dizem que vão se vacinar com certeza atingiu seu maior patamar, chegando a 96%.

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As avaliações da atuação de Bolsonaro em relação à pandemia de Covid-19, por outro lado, mostraram poucas mudanças. De um lado, 59% continuam com percepção negativa das ações do presidente. Do outro, oscilou negativamente 1 ponto percentual o grupo que classifica como positiva a postura, passando a representar 21% dos entrevistados.
Já governadores tiveram um crescimento de 8 pontos percentuais em suas avaliações positivas no enfrentamento à crise sanitária, passando a 43%. A reprovação à atuação desses gestores caiu 9 p.p., para 19%.
Movimento similar foi observado no caso dos prefeitos, cuja avaliação positiva atingiu a marca de 55% ? salto de 10 pontos percentuais.

Fonte: InfoMoney

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