CPI ouve hoje a advogada Bruna Morato, representante de médicos que trabalharam na Prevent Senior

Bruna Morato, representante dos médicos que trabalharam na Prevent Senior e elaboraram um dossiê entregue à comissão com diversas denúncias sobre o tratamento da empresa aos pacientes com Covid. Ela deve fornecer mais detalhes sobre suspeitas de irregularidades na rede hospitalar.
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Morato se reuniu com senadores da cúpula da CPI na última terça-feira, 21, no gabinete de Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão. Ela expôs aos parlamentares problemas como as inconsistências nos atestados de óbito do médico Anthony Wong e da mãe do empresário Luciano Hang, nos quais não constava a informação de que faleceram em decorrência da Covid-19.
A rede é investigada por pressionar médicos a receitar medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como cloroquina e um tratamento com ozônio que é inclusive proibido pelo Conselho Federal de Medicina.
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A comissão ainda deve investigar a existência de um hospital apelidado internamente de “necrotério”, em que pacientes eram levados para cuidados paliativos, termo usado na medicina para o acompanhamento quando já não há tratamento eficaz para uma doença, normalmente em doenças crônicas, como câncer. Segundo o senador Otto Alencar (PSD-BA), foram levados indevidamente para essa área pacientes com Covid-19.
— Nós temos prontuários de doente que saiu da UTI com saturação razoável, entubados, o cara tira o tubo, bota uma máscara de oxigênio e vai "paliar" — disse Alencar ao GLOBO — O doente quando vai para a UTI tem que sair vivo ou sair morto. A UTI é a última instância do hospital. A Covid é uma doença aguda, não crônica, em que não faz sentido o conceito de cuidado paliativo.
Nesse caso, de Tadeu Frederico de Andrade, a operadora orientou a suspensão de uma série de procedimentos médicos, como medicação intravenosa e hemodiálise, e também pediu que o paciente não seja submetido a manobra para reanimação cardiorrespiratória. A família não acatou a recomendação do hospital.
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A Prevent Senior negou que tenha tomado decisões como essas para reduzir os custos de manter os pacientes na UTI, como alegam os senadores da CPI da Covid.
Advogada há dez e especialista em mediação de confrontos ("geralmente, me contratam para resolver alguma briga sem precisar recorrer à Justiça"), Morato tomou a dianteira do caso como uma "missão pessoal". "Eu vou até o fim. Para mim, virou uma missão pessoal".
Ela já trabalhava para médicos da Prevent Senior desde 2014 em processos cuja maioria era relacionado a pendências trabalhistas. Tanto que a Prevent tentou negociar com ela por meio da equipe jurídica que cuidava de casos trabalhistas, mas ela se recusou a responder às mensagens da empresa, dizendo que desta vez se tratava de "algo muito amor".
Parente de militares, Morato disse que votou no presidente Jair Bolsonaro em 2018: "Não podem me acusar de petista, eu tenho até foto com a camiseta "Fora Lula"". O primeiro senador que ela procurou foi Humberto Costa, do PT de Pernambuco, pelo fato de ele ser médico e ex-ministro da Saúde.
Fonte: Yahoo Brasil

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