Política

Rodrigo Maia denuncia que Guedes está ´´operando o mercado`` e pede fiscalização da CVM

O ex-presidente da Câmara e agora secretário do governo João Doria (PSDB), Rodrigo Maia (sem partido), disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está "operando o mercado" ao fazer declarações a respeito da privatização da Petrobras. As ações da estatal fecharam o pregão em alta de mais de 6% nesta segunda-feira (25).

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"Alguma dúvida de que o Paulo Guedes está operando o mercado? Onde está a CVM?", escreveu, em suas redes sociais, o titular da Secretaria de Projetos e Ações Estratégicas em São Paulo. A CVM é a Comissão de Valores Mobiliários, autarquia vinculada ao Ministério da Economia, cujo papel é, entre outras ações, fiscalizar e disciplinar o mercado de capitais no país.

Influenciar a alta ou a baixa de ações de uma determinada empresa, por exemplo, pode ser considerado irregular e o responsável pode ser punido. A CVM não se pronunciou a respeito das declarações de Guedes ou de Maia.

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Na mensagem, o secretário do governo paulista compartilha uma notícia com a declaração do ministro a respeito da privatização da estatal. Guedes citava uma fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) hoje, quando o presidente afirmou que estaria em estudo uma solução para a estatal.

Em cerimônia nesta tarde no Palácio do Planalto, Guedes voltou a defender a privatização e disse que a petrolífera pode valer "zero daqui a 30 anos" se a matriz energética migrar para o hidrogênio e energia nuclear. “Bastou o presidente dizer ’vamos estudar isso aí, isso é um problema’ o negócio sobe 6% de repente”, afirmou também. “Por que não podemos pensar ousadamente a respeito disso?”, questionou.

Segundo reportagem da CNN Brasil, o governo estuda mandar um projeto de lei ao Congresso com pedido de autorização para privatizar a Petrobras. A informação foi confirmada pelo Valor. As ações da Petrobras na B3 encerraram o pregão com alta acima de 6%.

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As declarações de Bolsonaro e Guedes ocorrem na esteira de aumentos sucessivos do preço dos combustíveis, o mais recente deles anunciado hoje pela Petrobras. A partir de amanhã, nas refinarias, a gasolina estará 7% mais cara e o diesel, 9,15%.

Fonte: Valor Econômico

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