Política

A única preocupação atual de Bolsonaro é ter que interromper as férias em Santa Catarina, enquanto a Bahia sofre tragédia sem precedentes

BRASÍLIA - Criticado por estar de férias em São Francisco do Sul (SC) enquanto milhares seguem desabrigados na Bahia em razão de enchentes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que espera não precisar voltar para Brasília antes de 3 de janeiro, data prevista para seu retorno oficial ao trabalho.

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“Espero que eu não tenha que retornar antes”, afirmou o presidente em vídeo divulgado pelo portal santa-catarinense ND Mais, enquanto conversava com algumas pessoas na praia. Nesta terça-feira, Bolsonaro foi passear de moto aquática com a filha Laura, de 11 anos, que também o acompanha na viagem.

Bolsonaro tem sido criticado por estar de férias mesmo diante da situação de emergência causada pelas chuvas no sul e no sudoeste da Bahia desde novembro. O presidente chegou a ir ao Estado em 12 de dezembro e sobrevoou as regiões afetadas, mas não retornou ao local desde as chuvas mais recentes.

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Já são 20 pessoas mortas, 31.405 desabrigadas, 31.391 desalojadas e 358 feridos. De acordo com a Defesa Civil da Bahia, o número de municípios atingidos chegou a 116. A hashtag “BolsonaroVagabundo” está entre os assunto mais comentados do Twitter nesta terça-feira.

Bolsonaristas, porém, têm defendido o descanso do presidente na companhia da primeira-dama Michelle, com a justificativa de que ministros estão nas regiões afetadas, como João Roma (Cidadania), pré-candidato ao governo da Bahia, Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Marcelo Queiroga (Saúde) e Milton Ribeiro (Educação). O assessor especial da presidência Tercio Arnaud Tomaz compartilhou nas redes sociais notícias de 2010 quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também teria enviado ministros para as enchentes de Angra dos Reis (RJ), em vez de comparecer pessoalmente.

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Na tentativa de conter os efeitos das chuvas, o governo editou hoje Medida Provisória (MP) liberando R$ 200 milhões para reconstrução de estradas afetadas. Os recursos, porém, não vão apenas para a Bahia, mas também para outros quatro Estados: Amazonas, Minas Gerais, Pará e São Paulo.

Dos R$ 200 milhões, apenas R$ 80 milhões serão destinados aos municípios baianos. “R$ 80 milhões não dão para recuperar as (estradas) da Bahia”, disse o governador da Bahia, Rui Costa (PT). Após pressão de parlamentares do Estado, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), garantiu que o governo vai adotar medidas emergenciais para atender os municípios.

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Fonte: O Estadão

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