Brasil

O ano 2022 começa com desinformação sobre Covid, que já causou 97 mortes. Sistema da Saúde continua com instabiidade

O Brasil começou 2022 com média móvel de 97 mortes e 22 dias de instabilidade nas informações do Ministério da Saúde. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

O país registrou 30 mortes por covid-19 nas últimas 24h. No total, 619.139 brasileiros já morreram desde o começo da pandemia e mais de 22,2 milhões de pessoas receberam diagnóstico da doença.

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Acre, Alagoas, Amapá, Goiás e Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e Sergipe não registraram mortes por covid.



Roraima não divulgou seus números relativos à covid-19 neste sábado. Em nota, a secretaria de saúde do estado informou que só voltará a publicar boletins no próximo dia 3, devido às instabilidades no sistema do Ministério da Saúde.

Distrito Federal, Minas Gerais, Tocantins, Rondônia e Rio Grande do Sul também não divulgaram seus números.

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Desde 10 de dezembro, o apagão de dados causado por ataques hackers a sites e plataformas do Ministério da Saúde tem gerado falhas na divulgação dos dados relacionados à doença.



Sem informações precisas, a análise do cenário de covid-19 no Brasil se torna mais difícil.

Segundo o Ministério da Saúde, o e-SUS, sistema que agrupa dados sobre casos e mortes pela doença, foi restabelecido no último dia 21. Entretanto, vários estados relataram dificuldades em acessar a base de dados desde então.

Na última sexta (31), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, definiu a situação como uma "luta diária" e afirmou que sua expectativa é que o sistema volte ao normal na primeira quinzena de janeiro.

A média de mortes por dia é calculada a partir dos últimos sete dias. Essa é a melhor forma de analisar a evolução da pandemia, já que os registros de mortes costumam apresentar quedas artificiais em fins de semana e períodos de feriado.

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Veja a situação por estado e no Distrito Federal

A comparação é feita em relação à situação de duas semanas antes. Considera-se queda quando a redução é igual ou maior a 15%; alta quando o aumento é igual ou maior que 15%.

No entanto, devido ao apagão de dados de covid, a variação não necessariamente espelha o que vem ocorrendo em cada estado.

Região Sudeste

-Espírito Santo: queda (-27%)
-Minas Gerais: não divulgou dados hoje
-Rio de Janeiro: alta (24%)
-São Paulo: queda (-53%)

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Região Norte

-Acre: estabilidade (0%)
-Amazonas: estabilidade (0%)
-Amapá: alta (600%)
-Pará: queda (-44%)
-Rondônia: queda (-19%)
-Roraima: não divulgou dados hoje
-Tocantins: não divulgou dados hoje

Região Nordeste

-Alagoas: queda (-86%)
-Bahia: estabilidade (2%)
-Ceará: alta (46%)
-Maranhão: estabilidade (-7%)
-Paraíba: estabilidade (0%)
-Pernambuco: estabilidade (2%)
-Piauí: queda (-61%)
-Rio Grande do Norte: queda (-68%)
-Sergipe: queda (-75%)

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Região Centro-Oeste

-Distrito Federal: queda (-50%)
-Goiás: estabilidade (0%)
-Mato Grosso: alta (64%)
-Mato Grosso do Sul: estabilidade (0%)

Região Sul

-Paraná: queda (-48%)
-Rio Grande do Sul: não divulgou dados hoje
-Santa Catarina: estabilidade (2%)

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Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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Fonte: UOL

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