Bolsonaro relaciona MST com necessidade de armar população e diz que estão criando mais de 1000 CACs por dia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou hoje que, durante o seu mandato (iniciado em janeiro de 2019), o governo federal teria concedido mais títulos de propriedade à população do campo "do que nos últimos 20 anos". O governante também voltou a atacar o MST (Movimento Sem Terra) e declarou que as titularizações deram "dignidade ao pessoal que era escravizado".
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"Já titularizamos mais pessoas do que nos últimos 20 anos de governo. Demos dignidade ao pessoal que era escravizado pelo MST" - Jair Bolsonaro
Em contraponto ao raciocínio, Bolsonaro disse lamentar o impacto da pandemia da covid-19, indicando que supostos avanços foram contidos em razão dos efeitos da crise sanitária na economia.
"Agora, a gente lamenta a pandemia. Porque, além das mortes, a economia nossa deu uma trancada aí."
A declaração ocorreu hoje durante conversa com militantes na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da chefia do Executivo, em Brasília.
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Bolsonaro, que será candidato à reeleição em outubro deste ano, também repetiu ter "tirado o dinheiro de ONGs" que, segundo ele, financiavam o MST. De acordo com o seu raciocínio, isso teria resultado na diminuição de invasões de terra pelo Brasil.
"Tirei dinheiro de ONGs do MST, não tem mais MST. O número de invasões era menos de dez por ano. Resolvi rapidamente. Demos o porte de arma para o fazendeiro. Estamos criando mais de 1000 CACs por dia. Sempre defendi o povo de bem armado."
O presidente declarou ainda que, durante o governo, "não foi demarcada nenhuma terra indígena". "No meu governo nenhuma terra indígena foi demarcada, já temos 14% demarcados no Brasil."
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Fonte: UOL

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