MBL protesta contra Rússia e se confronta com manifestantes do PCO pró-Rússia

RIO — A guerra na Ucrânia motivou na manhã desta terça-feira uma confusão a mais de 10,8 mil km de distância do país, invadido pela Rússia na semana passada. Um tumulto envolvendo manifestantes do Partido da Causa Operária (PCO) e do Movimento Brasil Livre (MBL), em lados opostos na defesa e crítica à guerra, foi parar na 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, como antecipou o blog do colunista do GLOBO Ancelmo Gois.
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Os manifestantes se encontraram no Consulado Geral da Rússia que fica também no Leblon por volta de 11h da manhã. Imagens registradas pelo MBL e divulgadas no Twitter mostram o momento em que militantes do PCO, favoráveis à ação militar da Rússia, usaram bandeiras do partido para atingir um pequeno grupo do MBL que protestava contra a decisão de Vladimir Putin de invadir a Ucrânia.
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Já uma transmissão ao vivo feita pelo canal do PCO no YouTube mostra quando a Polícia Militar do Rio leva apoiadores do partido à delegacia. O presidente da legenda, Rui Costa Pimenta, divulgou nas redes sociais que quatro militantes foram detidos. O partido também postou uma foto do grupo no Instagram. Em nota, a Polícia Civil do Rio se limitou a dizer que "a ocorrência está em andamento" e não esclareceu se houve prisões e por que motivo. Não há registro de integrantes do MBL detidos.
"Logo no início do ato, a polícia havia tomado o local, em uma aparente operação combinada com provocadores fascista. Até o momento, não se sabe o motivo da prisão dos militantes", diz uma nota publicada no Diário da Causa Operária, vinculado ao PCO.
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Pedro Angelo, do MBL, estava no ato em frente ao consulado. Ele contou ao GLOBO que os dois grupos chegaram ao mesmo tempo e que os membros do MBL foram chamados de "fascistas" e, em seguida, agredidos pelos militantes do PCO até que a PM chegou ao local:
— A gente manteve a postura pacífica. Não batemos de volta. Um dos nossos manifestantes ficou com braço sangrando e chegou a ir para a delegacia e para um hospital. Outro recebeu uma pancada forte nas costas. Tudo bem eles terem uma visão diferente da nossa, mas no momento que partiram para a agressão ficou insustentável.
O GLOBO procurou o PCO, mas ainda não houve resposta. O partido fez uma série de atos pró-Rússia hoje em cinco cidades, incluindo São Paulo e Brasília. Em nota oficial do partido, divulgada na semana passada quando começou a guerra, o partido afirma: "coincidimos plenamente com a declaração do governo chinês no sentido de que o governo do presidente Joe Biden e os EUA são os verdadeiros responsáveis pelo atual conflito no Leste da Europa, ao tentar fazer do povo da Ucrânia carne de canhão de seus planos expansionistas e imperialistas".
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"O que temos aqui não é uma guerra da Rússia contra a Ucrânia, o que está acontecendo é um conflito entre uma nação ameaçada e o imperialismo mundial, onde a nação ucraniana entrou infelizmente como instrumento do imperialismo", diz a nota.
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Os manifestantes se encontraram no Consulado Geral da Rússia que fica também no Leblon por volta de 11h da manhã. Imagens registradas pelo MBL e divulgadas no Twitter mostram o momento em que militantes do PCO, favoráveis à ação militar da Rússia, usaram bandeiras do partido para atingir um pequeno grupo do MBL que protestava contra a decisão de Vladimir Putin de invadir a Ucrânia.
O MBL Rio de Janeiro estava fazendo um ato na frente do Consulado da Rússia, mas apareceu uns marginais do PCO para DEFENDER a Rússia. Um vagabundo do PCO ainda agrediu membros do MBL e foi preso.https://t.co/YyhJoYdDrU@mblriodejaneiro pic.twitter.com/dqvdqibLeb
— MBL - Movimento Brasil Livre (@MBLivre) March 1, 2022
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Já uma transmissão ao vivo feita pelo canal do PCO no YouTube mostra quando a Polícia Militar do Rio leva apoiadores do partido à delegacia. O presidente da legenda, Rui Costa Pimenta, divulgou nas redes sociais que quatro militantes foram detidos. O partido também postou uma foto do grupo no Instagram. Em nota, a Polícia Civil do Rio se limitou a dizer que "a ocorrência está em andamento" e não esclareceu se houve prisões e por que motivo. Não há registro de integrantes do MBL detidos.
"Logo no início do ato, a polícia havia tomado o local, em uma aparente operação combinada com provocadores fascista. Até o momento, não se sabe o motivo da prisão dos militantes", diz uma nota publicada no Diário da Causa Operária, vinculado ao PCO.
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Pedro Angelo, do MBL, estava no ato em frente ao consulado. Ele contou ao GLOBO que os dois grupos chegaram ao mesmo tempo e que os membros do MBL foram chamados de "fascistas" e, em seguida, agredidos pelos militantes do PCO até que a PM chegou ao local:
— A gente manteve a postura pacífica. Não batemos de volta. Um dos nossos manifestantes ficou com braço sangrando e chegou a ir para a delegacia e para um hospital. Outro recebeu uma pancada forte nas costas. Tudo bem eles terem uma visão diferente da nossa, mas no momento que partiram para a agressão ficou insustentável.
O GLOBO procurou o PCO, mas ainda não houve resposta. O partido fez uma série de atos pró-Rússia hoje em cinco cidades, incluindo São Paulo e Brasília. Em nota oficial do partido, divulgada na semana passada quando começou a guerra, o partido afirma: "coincidimos plenamente com a declaração do governo chinês no sentido de que o governo do presidente Joe Biden e os EUA são os verdadeiros responsáveis pelo atual conflito no Leste da Europa, ao tentar fazer do povo da Ucrânia carne de canhão de seus planos expansionistas e imperialistas".
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"O que temos aqui não é uma guerra da Rússia contra a Ucrânia, o que está acontecendo é um conflito entre uma nação ameaçada e o imperialismo mundial, onde a nação ucraniana entrou infelizmente como instrumento do imperialismo", diz a nota.
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Fonte: O Globo

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