Rodrigo Pacheco desaprova que Petrobras lucre sem cumprir sua ´´função social``

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), criticou nesta segunda-feira (14) o lucro obtido pela Petrobras com a disparada do preço dos combustíveis e afirmou que vai buscar exigir da estatal a participação dela enquanto uma empresa que tem uma “função social”.
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Pacheco deu a declaração ao ser questionado sobre o forte aumento do preço dos combustíveis anunciado pela estatal na semana passada. Com o reajuste, a Petrobras virou alvo de críticas de políticos e autoridades.
“Há diversas discussões que estão sendo feitas em torno disso, inclusive, especialmente, a participação da Petrobras neste problema. A Petrobras tem hoje uma lucratividade na ordem de três vezes mais do que os seus concorrentes, dividendos bilionários. Óbvio que é muito bom que isso aconteça, mas isso não pode acontecer sob o sacrifício da população brasileira que abastece os seus veículos ou que precisa do transporte coletivo”, afirmou Pacheco em Belo Horizonte, onde cumpriu agenda nesta segunda.
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“Portanto, nós vamos buscar exigir da Petrobras a sua participação enquanto uma empresa que tem participação da União e que tem uma função social”, acrescentou ele.
A União é a principal acionista da Petrobras e, portanto, controla a empresa. Entretanto, a Petrobras é uma empresa de economia mista cujas ações são negociadas em bolsas de valores no Brasil e no exterior.
Os ganhos da Petrobras nos últimos meses já haviam sido alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, que no final de semana chamou o lucro da estatal de "absurdo" e questionou a política de preços da empresa.
Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse na quinta-feira (10) que um novo aumento dos combustíveis é uma “insensibilidade” da Petrobras e um “tapa na cara de um país que luta para voltar a crescer”.
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Lucro recorde
Em 2021, a Petrobras registrou lucro líquido recorde de R$ 106,6 bilhões – reflexo, segundo a estatal, do aumento do preço do petróleo no mercado internacional, do corte de custos e do aumento das vendas de combustíveis.
Por causa dos resultados, a empresa vai distribuir US$ 37,3 bilhões aos acionistas, entre eles a União, como dividendos — valor que também é considerado recorde
Na sexta (11), um dia após o anúncio do mega-aumento da Petrobras, o Congresso aprovou e Bolsonaro sancionou um projeto que faz alterações na tributação sobre os combustíveis para tentar aliviar a alta de preços.
Um outro projeto, que cria uma conta para reunir recursos que serão usados para suavizar as variações de preços e um vale-gasolina para trabalhadores que atuam no setor de transportes, foi aprovado pelo Senado e aguarda análise da Câmara.
No final de semana, Bolsonaro também afirmou que o governo estuda enviar na próxima semana ao Congresso um projeto para zerar a cobrança de PIS/Confins sobre a gasolina.
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Comando da Petrobras
Nesta segunda, Pacheco também foi questionado se a troca do comando da Petrobras, hoje presidida pelo general Joaquim Silva e Luna, seria uma solução para o problema. Ele ponderou que essa é uma questão do poder Executivo e do Conselho de Administração da estatal.
“Eu tenho absoluta convicção da lisura e da retidão do general que preside a Petrobras. O que nós esperamos dessa diretoria é que ela tenha sensibilidade social, de uma empresa que tem participação pública e que precisa ter o cumprimento da sua função social”, disse.
“Lucro é muito importante para a empresa, a remuneração dos seus diretores também o é, mas é importante que ela possa eventualmente reverter esse lucro muito acima da média para a própria população através de mecanismos próprios para isso”, reforçou o presidente do Senado.
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Fonte: G1

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