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Kremlin afirma que as negociações com a Ucrânia não avançam

O Kremlin afirmou nesta 2ª feira (21.mar.2022) que as negociações entre a Rússia e a Ucrânia com vistas ao fim do conflito ainda não resultaram em nenhum “progresso significativo”.
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O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou ser necessário mais progresso nas negociações para construir uma base que permita uma reunião entre o presidente Vladimir Putin e o seu homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky.

“Para que possamos falar de uma reunião entre os 2 presidentes, é preciso fazer o dever de casa. As conversas têm de ser realizadas e os seus resultados têm de ser acordados”, disse Peskov. “Até agora não se registaram progressos significativos”.
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Peskov disse que a Ucrânia é responsável pela estagnação da negociação ao fazer propostas “inaceitáveis” para a Rússia, e que Moscou tem demonstrado mais disposição que os negociadores ucranianos para chegar a um acordo.

No último domingo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o fracasso de qualquer tentativa de negociação com a Rússia significará que o conflito atual trará “uma 3ª Guerra Mundial”.
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A Rússia já divulgou uma lista de condições para que encerre o ataque à Ucrânia. Entre as exigências, estão a rendição militar; uma mudança na Constituição para garantir que o país não vai aderir à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ou à UE (União Europeia); e o reconhecimento da Crimeia e das regiões de Donetsk e Lugansk, em Donbass, como independentes.

Os conflitos entre a Ucrânia e a Rússia completam 26 dias nesta 2ª feira (21.mar). Dados da ONU (Organização das Nações Unidas) indicam que mais de 3,4 milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia desde o início dos conflitos, em 24 de fevereiro.

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Fonte: Poder 360

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