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Evento do PL em Brasília teve clima de campanha, com presença de muitos políticos investigados por corrupção

O evento de pré-campanha do Partido Liberal (PL), no último domingo (27), ficou marcado pelas companhias do presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre as figuras com mais destaque no palanque, estavam investigados, condenados e réus por diversos crimes.
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Durante o discurso de Bolsonaro, as presenças de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e do ex-presidente da República, Fernando Collor (PL-AL), tiveram grande destaque. Na maior parte do tempo, os dois permaneceram na posição mais valorizada do palanque, ao lado de Bolsonaro.

Em 2012, Costa Neto foi preso e condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 7 anos e 10 meses, e recebeu uma multa de 1,6 milhão de reais. Em 1992, Collor sofreu impeachment, acusado de envolvimento em corrupção e fraudes financeiras.
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Outra figura cortejada pelos apoiadores de Bolsonaro no evento foi o ex-senador Magno Malta (PL-ES). No fim do ano passado, ele foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro por espalhar notícias falsas sobre a chacina do Jacarezinho.

Em sua fala, Bolsonaro elogiou o coronel torturador do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, que atuou no DOI-Codi durante a ditadura militar e foi condenado na Justiça. Para o presidente, o coronel "lutou por democracia".

Diante dessas contradições, o chefe do Executivo não se furtou a falar sobre corrupção. Ele negou haver corrupção em seu governo, mesmo diante do escândalo dos pastores lobistas no Ministério da Educação.

"Todos sabem como nos portamos, três anos e três meses em paz nessas questões [de corrupção]. Se aparecer [corrupção no governo], nós colaboraremos para que os fatos sejam elucidados. Todos nós somos humanos, podemos errar. Quem nunca errou e está nessa plataforma no momento? E podemos ter, e devemos ter uma segunda chance para voltarmos a ser é úteis para a sociedade", declarou Bolsonaro.
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Ministros presentes também são investigados

Os seguintes ministros também marcaram presença no evento: Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Tereza Cristina (Agricultura), Fábio Faria (Comunicações), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), João Roma (Cidadania) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

Todos eles integram o grupo conhecido em Brasília como "nata do Centrão", em referência ao poder que exercem sobre uma grande quantidade de deputados e senadores de pouca expressão eleitoral e posicionamento alinhado à extrema direita. O general Augusto Heleno, que ficou marcado por críticas ao Centrão na campanha de 2018, estava sorridente em cima dos palanques ao lado dos colegas e até discursou.

Uma das anfitriões do evento, Flávia Arruda (PL-DF) teve sua indicação ao governo questionada pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, que pediu ao próprio TCU para que fosse apurada a nomeação.
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O subprocurador-geral do MP junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, trouxe a suspeita de que a nomeação configura em “sobreposição de interesses particulares do Sr. Bolsonaro ao interesse público”. A escolha de Flávia Arruda para o cargo seria uma decisão positiva ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e, consequentemente, ao Centrão. Lira e Flávia são do mesmo partido, o PL.

Quando entrou no governo, no ano passado, Ciro Nogueira (PP-PI) era investigado em pelo menos três inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal. Em dois deles, o Ministério Público Federal já ofereceu denúncia. Ele é acusado de receber e pagar propina.

A revista Piauí mostrou que Tereza Cristina (PP-MS), quando foi nomeada ministra, respondia a cinco ações na Justiça. Um juiz de São Paulo chegou a confiscar os 40,5 mil reais mensais de verbas indenizatórias que Cristina tinha direito como parlamentar a fim de pagar dívidas.
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No ano passado, a Procuradoria Geral da República pediu o envio do inquérito que investiga suposto caixa 2 de Fábio Faria, ministro da Comunicação, à Justiça Eleitoral. Ele é suspeito de receber propina da construtora Odebrecht na eleição de 2010 para a Câmara dos Deputados.

Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) não é formalmente investigado, mas teve o nome citado 17 vezes ao longo das 59 páginas de um inquérito que investiga supostos casos de corrupção quando ele era diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
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Outro citado em escândalos é João Roma (Republicanos-BA), que chegou a confirmar que Renato Bolsonaro, irmão do presidente Jair Bolsonaro, atuou para liberar recursos do Ministério da Cidadania para Miracatu, município localizado a 137 quilômetros da capital de São Paulo.

Parentes de Bolsonaro, como sua esposa Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também estiveram no evento. Eles são investigados em casos que envolvem desvio de dinheiro público dos gabinetes da família presidencial.

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Fonte: Brasil de Fato

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