Mesmo sob censura, canal 'Exército do Lula' supera 4,3 milhões de seguidores
O canal de mobilização digital 'Exército do Lula' atingiu 4,3 milhões de inscritos enquanto enfrenta uma batalha judicial no TSE sobre sua regularidade.

Foto: - Presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert · Original e licença
O canal de WhatsApp 'Exército do Lula', coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), consolidou-se como uma das principais ferramentas de mobilização digital da campanha petista. Mesmo em meio a uma intensa disputa judicial que resultou em sucessivas ordens de suspensão, o grupo ultrapassou a marca de 4,3 milhões de seguidores.
A controvérsia jurídica foi iniciada pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o canal de disseminar desinformação. No entanto, um relatório da área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado na segunda-feira (12), não identificou a presença das notícias falsas apontadas pela acusação nas publicações analisadas entre os dias 2 e 11 de outubro.
Após idas e vindas de decisões entre o ministro Kassio Nunes Marques e o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, a campanha de Lula formalizou o registro do canal junto ao TSE na terça-feira (13). A medida atendeu a uma exigência de Nunes Marques para autorizar o funcionamento da ferramenta. Apesar da regularização, o ministro impôs um prazo de 48 horas para o restabelecimento completo das atividades.
O presidente Lula e lideranças do PT, como o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, criticaram as decisões de Nunes Marques, classificando as restrições como uma tentativa de censura contra a mobilização popular. Enquanto o caso aguarda definições, o canal segue atraindo milhares de novos apoiadores na reta final do segundo turno das eleições de 2026.
Fonte: Revista Fórum

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