Pré-candidato a governo de SP, Tarcísio Freitas pretende acabar com câmeras em fardamento de PMs

Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) pretende acabar com o uso de câmeras nas fardas de policiais militares, uma das principais ações da gestão tucana na área de segurança pública.
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"Tarcísio pretende acabar com a obrigatoriedade de câmeras no fardamento policial por considerar que a forma mais efetiva de combate ao crime é garantir treinamento contínuo e capacitação de qualidade para a tropa, de forma a assegurar a capacidade de agir de acordo com as circunstâncias enfrentadas nas ruas de São Paulo", diz nota de sua assessoria.
Em entrevista na última sexta-feira (1) para o site Money Report, Tarcísio disse que as câmeras limitam a ação dos policiais e podem ser até uma ameaça para eles.
Ele citou sua experiência como oficial do Exército na missão de paz da ONU no Haiti para ilustrar seu argumento.
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"Você passa por determinadas situações em que você não tem tempo de pegar num telefone e ligar para alguém para saber o que tem que fazer. Você tem que tomar a decisão. A câmera ali é uma razão pela qual o policial não toma a decisão. Se ele não toma a decisão, ele pode pagar com a vida, e se ele toma a decisão, ele depois vai ser afastado da rua, responder processo", declarou.
Atualmente há 5.600 câmeras em funcionamento no estado, e o governo prevê ultrapassar a marca de 10 mil em 2022.
Acoplado à farda, o equipamento é utilizado para registrar intervenções dos agentes em vídeo e áudio.
Em junho de 2021, houve 22 mortes por intervenção policial, o menor registro desde maio de 2013.
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Fonte: Folha de São Paulo

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