Lula comenta reação violenta e ameaças de deputados à sua fala sobre visita a parlamentares

Criticado e inclusive ameaçado nos últimos dias por incentivar que a população converse com deputados e senadores e os cobre em suas casas, o ex-presidente Lula (PT) rebateu nesta quinta-feira (7), em entrevista à Rádio Jangadeiro BandNews, a polêmica criada por bolsonaristas em torno do assunto.
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Os deputados federais bolsonaristas Junio Amaral (PL-MG) e Carla Zambelli (PL-SP) e o deputado estadual pelo Paraná Coronel Lee (DC) fizeram ameaças a Lula e a manifestantes se utilizando da fala do ex-presidente. Eles alegam que Lula incentivou que manifestantes procurem a casa de parlamentares para agredi-los.
O ex-presidente esclareceu, afirmando não ter sido este o conteúdo de sua fala, e disse que os deputados que reclamaram parecem não gostar de conversar com o povo, a não ser durante a campanha eleitoral. "Eu fui presidente da República por oito anos. Muitas vezes eu cheguei no Palácio da Alvorada de madrugada e tinha gente esperando para reivindicar alguma coisa. Eu parava para conversar. No meu apartamento em São Bernardo do Campo, todo final de semana tinha gente na porta do prédio e eu parava para conversar para saber o que era. O que eu disse? Disse uma coisa simples. Eu disse que em vez de gastar fortunas indo para Brasília fazer protesto, que quando a gente está dentro do Congresso Nacional a gente não vê, todo deputado mora em uma cidade, todo senador mora em uma cidade. Então não custa nada o povo que está reivindicando ir na porta da casa deles conversar, de forma civilizada, debater um tema".
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"Em vez dos deputados me agradecerem, esses deputados que durante as eleições falam que adoram o povo, que andam de carro aberto, abanando a mão para o povo, esse pessoal que gosta até de chegar na campanha e tomar uma cachacinha no bar com o povo. Ora, por que depois de eleito o povo passa a ser estorvo? Não custa nada. O cidadão vai lá, bate palma, o deputado sai de forma civilizada, atende os eleitores, pergunta o que eles querem, eles vão dizer que não querem que aprove determinada lei e o deputado diz se vai votar ou não. Qual é o mal nisso? Ou será que o deputado quer morar escondido? Eu falei uma coisa tão normal, eu ainda utilizei a palavra ’conversar’, de forma civilizada. Me parece que tem deputado que não quer conversar com o povo, só na época das eleições", declarou.
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Fonte: Brasil 247

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