Bolsonaro convocou os chefes de embaixadas estrangeiras em Brasília para convencê-los da violabilidade das urnas eletrônicas

Quando se imagina que o centrão está conseguindo transferir os holofotes da língua de Bolsonaro para a sua caneta, o presidente esclarece em sua live que a PEC eleitoral com benesses de mais de R$ 40 bilhões não o fez abandonar sua opção preferencial pelo Apocalipse. Ao contrário, o presidente já não se contenta em apregoar o caos internamente. Ele agora quer convencer o mundo de que o sistema eleitoral brasileiro é mequetrefe. Convocou os chefes de embaixadas estrangeiras em Brasília para uma exposição na qual pretende demonstrar que as urnas eletrônicas brasileiras são absolutamente inconfiáveis.
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As urnas eletrônicas operam há 26 anos. Nesse período, contabilizaram as vitórias de Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff e do próprio Bolsonaro. Na reunião com os embaixadores, o capitão se arrisca a convencer os interlocutores de que as urnas são, de fato, viciadas. Elas adquiriram o vício da alternância no poder. Com sorte, os embaixadores deixarão o encontro convencidos de que a implicância de Bolsonaro não é com as urnas, mas com o risco de ser convertido pelos eleitores no primeiro presidente da história a a não obter a reeleição.
Bolsonaro fez referência em sua live a uma palestra feita horas antes, nos Estados Unidos, pelo ministro Edson Fachin. Nela, o presidente do TSE disse que o Brasil pode enfrentar um ataque às instituições mais grave do que a invasão do Capitólio, sede do Congresso americano, por devotos de Donald Trump. Bolsonaro segue a trilha de Trump. Ele também questionou o resultado da eleição antes da contagem dos votos. Derrotado, atiçou seus apoiadores.
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Nos Estados Unidos, as Forças Armadas tomaram distância do golpista e as instituições reagiram com firmeza. Joe Biden tomou posse. No Brasil, o vice do arruaceiro é fardado e o general que comanda a pasta da defesa participa da coreografia do caos. Na sua palestra para americano ver, Fachin declarou que "o Judiciário brasileiro não vai se vergar a quem quer que seja." O mundo observa o esforço de Bolsonaro para provar que o Brasil é uma república de bananas e se pergunta: "Será que a democracia brasileira resiste?" A esse ponto chegamos.
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Fonte: UOL

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