Moro pode ter candidatura barrada também no Paraná. Cometeu infração grave

A empresária Roberta Luchsinger, pré-candidata a deputada federal pelo PSB em São Paulo, anunciou nesta quinta-feira (21) que vai questionar, junto à Justiça Eleitoral, a candidatura de Sergio Moro (União Brasil) ao Senado pelo Paraná. O ex-juiz confirmou que será candidato à casa legislativa de Brasília no dia 12 de julho.
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Moro teve sua candidatura ao Senado por São Paulo barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em junho por irregularidades na mudança de seu domicílio eleitoral. Na ocasião, o TRE julgou uma ação do PT alegando que o ex-juiz não demonstrou ter vínculos com o estado e, tampouco, com a cidade.
Roberta Luchsinger é autora de uma das ações que questionou a mudança de domicílio eleitoral de Moro para São Paulo. Agora, a empresária argumenta que o ex-juiz também não pode se candidatar pelo Paraná, já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que os candidatos estejam filiados a um partido pelo estado em que vão concorrer até 6 meses antes das eleições.
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Como Moro se filiou ao União Brasil por São Paulo e não há mais tempo para transferir a filiação para o Paraná, sua situação eleitoral estaria irregular.
"Irei questionar sim a candidatura do Moro pelo Paraná. Ele não atende ao requisito legal da filiação partidária q deveria ter sido feita no Paraná, 6 meses antes da eleição. Moro cumpriu o prazo de filiação para se candidatar por SP, porém, devido à nossa ação e do meu amigo deputado Alexandre Padilha, ele teve seu domicílio eleitoral impugnado em junho. A transferência não seria possível agora porque já está fora do prazo estipulado em lei", explica Roberta.
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Advogados
O colunista Alberto Bombig, do portal UOL, pontua ainda em reportagem publicada nesta quinta-feira (21) que, além de políticos, advogados preparam ações para impugnar a candidatura de Moro pelo Paraná.
Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, por exemplo, concorda com a tese de Roberta Luchsinger de que o ex-juiz perdeu o prazo para a filiação no "novo" estado. "Isso não é uma questão meramente formal. Não se trata de uma agenda de revanche ou vingança, ele foi fui juiz e não pode negar que desconhece a lei. É uma infração grave", declarou o advogado
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Fonte: Portal Fórum

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