Política

Podutor investigado por trabalho escravo faz doação à campanha de Bolsonaro

Na relação de doadores da campanha do atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), aparece o nome do empresário e produtor Gilson Mueller Berneck. Em 2007, o empresário do setor de madeira já foi alvo de fiscalização do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo.
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Em uma das fazendas do produtor, foram libertados pelo grupo 47 trabalhadores em situação semelhante ao trabalho escravo. A propriedade estava localizada em Mato Grosso.

Por conta da situação, naquele período, Berneck teve que pagar cerca de R$ 300 mil como rescisão do contrato dos trabalhadores.
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O empresário, que já fez doações a outras campanhas eleitorais, destinou para a campanha de bolsonaro R$ 150 mil. Ele também doou R$ 100 mil para o governador Ratinho (PSD), que tenta a reeleição, e R$ 210 mil para três candidatos a deputado federal, dois de Santa Catarina e um do Paraná.

O site de sua empresa, em seu Código de Conduta, promove como ideal não aceitar o trabalho escravo e nem quaisquer condições análogas a isso, internamente ou em relação a seus fornecedores, tal qual o trabalho infantil. E faz realces sobre a forma que estabelecem a responsabilidade social com ações a favor da saúde e segurança de todos colaboradores.

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Fonte: DCM

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