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Zambelli está proibida de criar novos perfís nas redes, sob pena de multa de R$ 100 mil para cada perfil criado

A deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) não poderá criar novos perfis nas redes sociais até a diplomação do presidente eleito Lula (PT), que deve ocorrer até o dia 19 de novembro, pouco antes da posse, marcada para 1º de janeiro de 2023.

A proibição partiu do juiz auxiliar da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Antônio Martin. Em decisão proferida nesta quinta-feira (3), o magistrado impôs multa de R$ 100 mil para cada nova conta em rede social que a bolsonarista criar.
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Trata-se de um desdobramento da decisão do TSE de terça-feira (1) que suspendeu todas as redes sociais de Zambelli por causa de publicações feitas pela extremista fomentando os bloqueios criminosos em rodovias de todo o Brasil impostos por seguidores radicais de Jair Bolsonaro (PL) que não aceitam o resultado eleitoral.

"Fuga" para os EUA

Após o deputado federal André Janones (Avante-MG) alardear nas redes sociais que Carla Zambelli "fugiu" do país, a parlamentar enviou nesta quinta-feira (2) uma nota à Fórum, através de sua assessoria de imprensa, confirmando que, de fato, deixou o Brasil.
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Apesar de negar que esteja fugindo, a bolsonarista viajou aos Estados Unidos em meio a um inquérito do TSE do qual ela é alvo e após ter pedidos de prisão protocolados junto às autoridades por advogados pelo fato de ter sacado arma de fogo e ameaçado um eleitor no meio da rua, em São Paulo, um dia antes da realização do segundo turno da eleição, no último sábado (29).

"Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras! Estou no meio desse movimento de contenção, repressão e ataque à Liberdade. Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas", diz Carla Zambelli em nota enviada à Fórum.

Segundo a decisão do TSE que derrubou as redes sociais de Zambelli, suas publicações sobre os bloqueios visavam "tumultuar o processo eleitoral e incentivam comportamentos ilegais e beligerantes”. O documento argumenta ainda que as postagens são “ilegais, de natureza grave e com grande potencial para tumultuar as eleições em andamento, visto que o processo termina somente com o ato da diplomação”.
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Além da investigação do TSE, Carla Zambelli pode ser enquadrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime devido ao fato de ter incentivado atos antidemocráticos.

Em paralelo, a oposição no Congresso Nacional e advogados articulam pedido de cassação do mandato da deputada e já protocolaram pedido de prisão pelo fato da parlamentar ter sacado uma arma e ameaçado um eleitor, um dia antes do segundo turno, simplesmente por ter sido xingada. Resolução do TSE proíbe o porte de arma, exceto a agentes de forças de segurança, nas horas que antecedem a eleição.

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Fonte: Portal Fórum

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