Gleisi acredita que terrorismo em Brasília teve coordenação profissional

São Paulo – O Conselho Federal e a seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OABF) divulgaram nota na qual repudiam “veementemente os atos de vandalismo, de depredação de carros e de ônibus, a tentativa de invasão de prédio público da Polícia Federal, de shopping center e a ameaça à segurança dos cidadãos na zona central da capital da República”.
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Esses atos terroristas foram promovidos na noite de ontem por apoiadores de Jair Bolsonaro, horas depois da diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e do seu vice, Geraldo Alckmin, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (12).
“É preciso prender os responsáveis e agir firmemente para a efetiva punição de todos na forma da lei”, afirma a OAB e sua seccional no documento. “Tais atos atentam contra a democracia e representam inaceitável escalada de violência. Nada, absolutamente nada, justifica o cenário de guerra que se está a ver.”
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O pedido de prisão para os responsáveis vai na mesma linha do criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. “Se não tiver uma providência urgente, com prisões em massa, contra esses fascistas, a situação vai só se agravar”, disse o advogado em entrevista à RBA.
A OAB afirma que estão “à disposição da sociedade e cobram das autoridades competentes medidas enérgicas, manifestando-se nesta nota e prestando solidariedade às vítimas dessas agressões!” Assinada pelo presidente do Conselho Federal da OAB, José Alberto Simonetti, e o presidente da OAB/DF, Delio Lins e Silva Júnior.
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Gleisi: “Esquema profissional”
Em seu perfil no Twitter, a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), escreveu que a “baderna em Brasília teve cara de esquema profissional”. Ela acrescentou: “Muito estranho que ninguém foi preso. Bolsonaro é cúmplice. Como pode presidente da República abrigar envolvidos? Passou da hora de desmobilizar as frentes de quartéis, não tem nada de liberdade de expressão, só golpismo”.
O movimento “contra o financiamento do discurso de ódio e das fake news” Sleeping Giants Brasil manifestou estranheza sobre a até agora ausência de prisões de envolvidos nos atos de destruição em Brasília. “5 Ônibus queimados, 3 Carros incendiados, 1 Delegacia atacada, 1 Viatura da polícia depredadan Diversas lixeiras e placas arrancadas. Presos: 0 (zero)”, postou a entidade.
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Em sua edição de hoje, o tradicional jornal de Brasília Correio Braziliense estampou uma manchete de capa que marca a data do tumulto terrorista promovido por grupos bolsonaristas na capital: “Democracia sim, terrorismo não”, diz a publicação que foi às bancas.
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Fonte: Rede Brasil Atual

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