Onze conselheiros do CNJ vão julgar Marcelo Bretas, que poderá ser afastado do cargo de juiz

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7a Vara Federal do Rio de Janeiro, será julgado no dia 28 de fevereiro pela corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele é alvo de três representações disciplinares que questionam sua atuação na Operação Lava Jato.
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DIA DE CAÇA
Bretas, que era conhecido como "o Moro do Rio de Janeiro" por atuar na Lava Jato de forma semelhante ao ex-juiz Sergio Moro, pode ser afastado do cargo com a abertura de um processo disciplinar contra ele –o que é considerado provável por magistrados de cortes superiores.
ASSINATURA
Uma das representações contra o magistrado é assinada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. O político diz sofrer perseguição de Bretas, que não obedeceria ao princípio da imparcialidade ao atuar em processos que o envolvem.
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OUTRO LADO
Bretas é ainda citado em três delações premiadas em que os réus fazem relatos sobre a atuação dele em acordos de delação premiada.
DICA
Neles, o juiz aparece tentando direcionar réus para firmar delação, o que é proibido por lei.
FICHA
Nos áureos tempos da Lava Jato, Bretas mandou prender investigados como o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral e o empresário Eike Batista.
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NO AR
De perfil expansivo, o juiz chegou a pegar carona no avião oficial do então governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, para ir à posse de Jair Bolsonaro, em 2019. E divulgou até foto. Em 2020, foi condenado à pena de censura por participar de ato político com o então presidente Jair Bolsonaro.
MARTELO
No total, onze conselheiros do CNJ vão julgar Bretas. O relator do caso é o corregedor-nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão.
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Fonte: Folha de São Paulo

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