Plataforma de Flávio Bolsonaro sinaliza cortes em Saúde, Educação e Previdência
Artigo analisa propostas da campanha de Flávio Bolsonaro, que sugere flexibilização de pisos constitucionais e mudanças nos reajustes da Previdência e do BPC.

Foto: - Javier Milei, Flávio Bolsonaro e seu "tesouraço" (Vitor Salles / Divulgação) · Original e licença
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tem dado sinais claros de que, caso eleito, pretende implementar uma política de cortes orçamentários severos. Segundo análise publicada pela Revista Fórum, a estratégia do candidato inclui a flexibilização dos pisos constitucionais destinados à Educação e à Saúde, além de propor a desvinculação dos reajustes da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em relação ao aumento do salário mínimo.
Inspirado pela retórica de austeridade do presidente argentino Javier Milei, o candidato adotou uma tesoura como símbolo de sua campanha. Para críticos e movimentos sociais, a medida sinaliza a intenção de promover um arrocho fiscal que pode resultar no sucateamento dos serviços públicos e na priorização do setor privado, repetindo diretrizes observadas durante a gestão de Jair Bolsonaro entre 2018 e 2022.
O histórico da família Bolsonaro no Executivo é frequentemente citado como um indicativo do que esperar. Durante o governo anterior, foram registrados a extinção da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), bloqueios de verbas em universidades e o veto a projetos que garantiriam acesso à internet para alunos da rede pública. Além disso, o período foi marcado pelo escândalo no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que envolveu a atuação de pastores sem cargo oficial na liberação de recursos federais.
Fonte: Revista Fórum

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