Bolsonaro deixa sede da PF, depois de três horas de depoimento

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a sede da Polícia Federal (PF) às 17h40 desta quarta-feira (5/4) após prestar depoimento por pouco mais de 3 horas. O ex-mandatário foi questionado sobre os conjuntos de joias e armas que ganhou de presente da Arábia Saudita em 2021.
Além de Bolsonaro, prestaram depoimento outras nove pessoas, cinco delas em Brasília e quatro em São Paulo, todas na tarde desta quarta. Um dos depoentes é o antigo ajudante de ordens do ex-presidente da República, o tenente-coronel Mauro Cid.
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Cid protagonizou uma das tentativas de reaver as joias que ficaram retidas com a Receita Federal. O objetivo da Polícia Federal ao marcar todos os depoimento no mesmo horário foi impedir que os investigados pudessem combinar o que dizer às autoridades.
Desde que o caso veio à tona, Bolsonaro nega irregularidades e afirma que os objetos foram cadastrados no acervo da Presidência da República.
Ao desembarcar no Brasil na última semana, o ex-mandatário voltou a rebater as acusações de que queria esconder as joias. “Se eu quisesse camuflar, jamais descobririam isso aí”, disse.
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Os presentes recebido da Arábia
Em outubro de 2021, uma comitiva do Ministério de Minas e Energia viajou à Arábia Saudita, entre os servidores que compunham o grupo estava o então chefe da pasta, ministro Bento Albuquerque. Na volta ao Brasil, a Receita Federal apreendeu um conjunto de joias que estava com o ajudante de ordens de Albuquerque, o militar Marcos André dos Santos Soeiro, no pacote, havia um colar avaliado em R$ 16,5 milhões.
Depois da apreensão, o governo Bolsonaro teria tentado reaver o pacote de joias pelo menos quatro vezes, por meio dos ministérios da Economia, de Minas e Energia, e de Relações Exteriores.
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Em uma quarta movimentação para recuperar os objetos, realizada a três dias de Bolsonaro deixar o governo, um funcionário público utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocar a Guarulhos. O homem teria se identificado como “Jairo” e argumentado que nenhum objeto do governo anterior poderia ficar para o próximo.
Bolsonaro também entrou em campo e chegou a enviar ofício ao gabinete da Receita Federal para solicitar que as joias fossem destinadas à Presidência da República. O documento foi assinado por Mauro Cid, ajudante de ordens e “faz-tudo” do ex-presidente.
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Fonte: Metrópoles

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