Ex-diretor-geral da PF será ouvido pela PF sobre bloqueio de eleitores de Lula no 2° turno

O ex-ministro da Justiça, que está preso desde janeiro por causa de outro inquérito — o que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro —, prestou depoimento à PF nesta segunda-feira e negou ter interferido nos trabalhos da PRF.
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Questionado sobre sua ida à Bahia nas vésperas do segundo turno, Torres afirmou que a viajou a convite de Márcio Nunes para visitar uma obra na superintendência da PF em Salvador. No entanto, investigadores suspeitam que Torres tenha ido à Bahia para pressionar o então superintendente da PF no estado, Leandro Almada, a realizar operações conjuntas com a PRF na data da eleição. A Bahia é um dos maiores colégios eleitorais do país e deu ampla vantagem a Lula no pleito.
Em seu depoimento à PF, Torres também afirmou que sua preocupação no período eleitoral era com crimes eleitorais, como compra de votos, independentemente de candidato ou partido.
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Ele confirmou ter recebido, da Diretoria de Inteligência do ministério, uma planilha com os locais em que Lula e Jair Bolsonaro foram mais bem votados no primeiro turno, mas disse que não repassou esse documento à PRF. A suspeita é que essa planilha tenha servido de base para os bloqueios montados pelos policiais rodoviários federais nas estradas do Nordeste.
Em 30 de outubro, data do segundo turno, a PRF parou em suas blitze 324 ônibus em estradas do Nordeste, onde Lula obteve seus maiores índices de votação, enquanto no Centro-oeste foram 152; no Sudeste, 79; no Norte, 76; e no Sul, 65. A atuação na região foi considerada “desproporcional” pela nova direção da corporação.
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Fonte: O Globo

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