Política · Justiça

Inelegibilidade de Bolsonaro abre caminho para novas condenações, afirmam ministros do TSE

Além da ação que resultou na inelegibilidade de Bolsonaro, outras 15 estão em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral.
[bn1][/bn1]
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acreditam que a inelegibilidade imposta a Jair Bolsonaro (PL) na sexta-feira (30) abre a possibilidade para que o ex-mandatário seja punido em outras ações relacionadas a supostos crimes cometidos durante a campanha eleitoral do ano passado. Segundo a jornalista Carolina Brígido, do UOL, ministros da Corte teriam dito que o julgamento foi "um sinal" de que o TSE será inflexível em relação a violações das regras eleitorais atribuídas a Bolsonaro.
[bn1][/bn1]
Além da ação que resultou na inelegibilidade de Bolsonaro, outras 15 estão em tramitação no tribunal. Durante o julgamento do primeiro processo contra o ex-mandatário, as discussões entre os ministros em plenário reforçaram a jurisprudência em relação à disseminação de notícias falsas e ataques ao sistema eleitoral brasileiro.

Pelo menos mais duas ações contra Bolsonaro no TSE tratam do mesmo assunto. O precedente mencionado pela maioria dos ministros que votaram pela condenação remonta a outubro de 2021, quando a Corte Eleitoral cassou o mandato e tornou inelegível o deputado estadual Fernando Francischini por divulgar fake news contra as urnas eletrônicas. Segundo a maioria do tribunal, a conduta de Bolsonaro seguiu o mesmo padrão.
[bn1][/bn1]
O precedente estabelecido pelo caso de Francischini e reafirmado em plenário poderá embasar outras condenações de Bolsonaro, de acordo com os ministros do tribunal. Em uma das ações, Bolsonaro é acusado de atacar o sistema eleitoral. Outras sete pessoas estão envolvidas na mesma ação, incluindo o candidato a vice-presidente na mesma chapa, Walter Braga Netto, as deputadas Carla Zambelli e Bia Kicis, e um dos filhos do ex-presidente, o senador Flavio Bolsonaro.

Em outra ação, Bolsonaro é acusado de disseminar fake news. Outras 47 pessoas estão sendo investigadas no mesmo processo, incluindo Carlos, Flavio e Eduardo Bolsonaro, além dos ex-ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Mario Frias, da Cultura.
[bn1][/bn1]
“O relator das ações, ministro Benedito Gonçalves, pretende colocar em pauta outras ações até novembro, quando deixa o posto de corregedor da Justiça Eleitoral. Se for punido novamente, Bolsonaro continuará inelegível pelo mesmo período de oito anos. A mesma punição pode ser aplicada às outras pessoas inseridas nas ações com o ex-presidente”, finaliza a reportagem.

Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: [email protected]

Fonte: Brasil247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão