Justiça · Segurança

PF vai investigar caso Cancellier, por determinação de Flávio Dino

O ministro da Justiça, Flávio Dino, gastou boa parte do domingo em conversas com a equipe da pasta para definir qual a melhor providência a tomar depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou ação contra a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por não encontrar desvio de dinheiro público. A acusação motivou operação da Polícia Federal em setembro de 2017 contra o então reitor Luiz Carlos Cancellier, como desdobramento da operação Lava Jato. O trabalho da PF foi alvo de críticas e 15 dias após ser preso Cancellier se suicidou.
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"Enviarei a nova decisão do TCU para o diretor-geral da Polícia Federal, afim de que seja instaurado Processo Administrativo Disciplinar", explicou Flávio Dino à coluna. "O fundamento é que a decisão do TCU constitui um indício de que a ação policial não possuía justa causa e que, portanto, houve ilegalidades a serem apuradas na esfera disciplinar".

A responsável pela operação foi a delegada federal Erika Marena, que, além de prender Cancellier, levou à cadeia seis funcionários da universidade e 23 outros indiciados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato.
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O reitor da UFSC contou a familiares e amigos que depois de preso passou por duas vezes por revista íntima humilhante e foi mantido nu durante mais de duas horas diante de outros presos. Além disso, foi submetido a interrogatório que durou seis horas, feito por um delegado recém-chegado que ficou lendo perguntas e o pressionou a confessar. Segundo relatou, foi algemado e teve os pés acorrentados.

Depois de ser libertado, Cancellier se mostrou bastante abatido. No dia 2 de outubro de 2017 ele se matou ao pular do sétimo andar de um shopping Florianópolis.
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"Há muitos fatos que justificam uma investigação séria", confirma Flávio Dino.

Apesar de ser muito respeitado no meio acadêmico, o reitor e sua equipe foram acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato. A delegada Érika Marena disse na época que tinha convicção da necessidade dos pedidos de prisão.

Na quinta-feira (6), o TCU tornou pública decisão que descarta irregularidade nos programas de educação a distância e da Universidade Aberta que foram alvos da PF.

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Fonte: UOL

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