Política

Investigação da PF aponta envolvimento de militares em atos golpistas

A Polícia Federal está investigando a participação de militares nas manifestações golpistas que ocorreram em 8 de janeiro, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Segundo os investigadores, as Forças Armadas não tomaram a iniciativa de desmontar o acampamento montado em frente ao quartel-general após as eleições.
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A investigação da PF já colheu depoimentos de mais de 80 militares, incluindo pelo menos quatro generais. As evidências apontam para a participação de militares em atos que buscavam desestabilizar a democracia brasileira.
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Além disso, materiais apreendidos no celular do tenente-coronel Mauro Cid, principal ajudante de ordens de Bolsonaro, revelaram planos para um golpe de Estado no país, com a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), dentro do que eles chamavam de "quatro linhas" da Constituição.
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No entanto, a investigação da PF contrasta com a apuração feita pelo próprio Exército, que isentou as tropas de qualquer culpa e apontou "indícios de responsabilidade" da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
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As conversas que levaram a essas conclusões ocorreram em um grupo de WhatsApp chamado "Dosssss!!!", composto por oficiais superiores da ativa. Entre os 12 militares presentes no grupo, seis eram coronéis e tenentes-coronéis formados pela Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) entre 1993 e 2000, e ocupavam cargos de comando e assessoria parlamentar do Exército na época.


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Fonte: Plantão Brasil/ Twitter

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