Política · Justiça

Reunião no Ministério da Justiça revela plano de Bolsonaro para obstruir eleitores de Lula

A Polícia Federal está investigando uma reunião que ocorreu no gabinete do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, como evidência de que a "Operação Eleições 2022" foi uma ordem direta do governo Bolsonaro, e não uma ação independente de Silvinei Vasques, diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal. Esta operação tinha como objetivo obstruir a circulação de eleitores de Lula, especialmente na região Nordeste, durante o segundo turno das eleições.

Nesta reunião, estavam presentes, além de Vasques, a diretora de inteligência do Ministério da Justiça, Marília Alencar, e membros de alto escalão da Polícia Federal. Torres queria que todos os órgãos sob sua jurisdição, especialmente a PF, participassem dos bloqueios. Ele justificou a operação como uma medida para combater a compra de votos.
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A Polícia Federal possui evidências, incluindo imagens, que mostram os participantes da reunião e o que foi discutido. Marília Alencar e outros envolvidos serão chamados para depor e esclarecer os detalhes da reunião.

Outra prova que liga Torres e Bolsonaro ao planejamento dos bloqueios é uma viagem do ministro da Justiça à Bahia. Ele se encontrou com o diretor-geral da PF e outros oficiais para instruí-los a se engajarem na operação.
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Torres alegou que o Ministério da Justiça estava recebendo denúncias de compra de votos pelos petistas no Nordeste. Ele insinuou que essa era a única explicação para a diferença significativa entre os votos de Lula e Bolsonaro no primeiro turno.

A operação nas estradas foi interrompida pelo ministro Alexandre de Moraes, que intimou o diretor-geral da PRF a cessar as atividades, sob pena de multa e afastamento do cargo.

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Fonte: Plantão Brasil

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