Política · Justiça

Aras tentou barrar investigação a pedido de empresário bolsonarista

A Polícia Federal interceptou mensagens que revelam uma suposta tentativa da cúpula da Procuradoria-Geral da República de proteger Meyer Nigri, dono da construtora Tecnisa e aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, de investigações. O empresário teria buscado a intervenção do PGR, Augusto Aras, após descobrir que poderia ser alvo de uma investigação sobre a disseminação de mensagens golpistas.

Nos diálogos, Aras sugere que a investigação seria mais um "abuso" de determinadas autoridades, possivelmente referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes do STF. A defesa de Nigri negou qualquer interferência e afirmou que o empresário apenas buscou a opinião de Aras.
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Após a operação da PF contra Nigri, a PGR tentou anular as provas coletadas. Lindôra Araújo, vice-procuradora-geral da República, apresentou um recurso ao STF pedindo a anulação das buscas, que foi rejeitado por Moraes.

Além das mensagens com Aras, Nigri também manteve contato com Lindôra Araújo e um assessor da PGR, Antônio Rios Niko Palhares. Em um dos diálogos, o empresário elogia Lindôra e menciona um encontro com ela.
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Nigri também encaminhou diversas demandas privadas a Aras, incluindo uma publicação contra um filme do humorista Danilo Gentili e uma disputa jurídica no STF. Em outro momento, pediu ajuda para que grupos islamitas fossem declarados como terroristas sem a necessidade de aprovação do Congresso.

Apesar de todos os pedidos, Aras não parece ter atendido diretamente a nenhuma das demandas de Nigri.

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Fonte: Plantão Brasil

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