Justiça

Desembargador do TRF-4 desafia CNMP e mantém Diogo Castor de Mattos no MPF

Em uma decisão recente, o desembargador Luiz Antônio Bonat, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, decidiu manter Diogo Castor de Mattos no Ministério Público Federal. Isso ocorreu mesmo após o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ter decidido pela demissão de Mattos quase dois anos atrás.

Bonat, que assumiu o lugar de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, justificou sua decisão afirmando que o afastamento de Mattos prejudicaria o próprio MPF. Segundo ele, apesar das falhas cometidas por Mattos, ele tem desempenhado adequadamente suas funções e seu afastamento prejudicaria as investigações sob sua supervisão.
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A demissão de Castor de Mattos foi decidida após um caso que envolveu a contratação de um outdoor elogiando a atuação dos procuradores da Lava Jato. O outdoor incluía fotos dos membros da força-tarefa, incluindo Mattos. O problema não foi apenas a autopromoção, mas a maneira como o outdoor foi contratado.

A corregedoria do Ministério Público Federal tentou abafar a denúncia, mas foi revelado que Mattos foi o responsável pela contratação do outdoor. No entanto, o pedido foi feito em nome de João Carlos Barbosa, um músico que não tinha conhecimento da situação.
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A situação de Mattos contrasta com a do juiz Eduardo Appio, que foi afastado de suas funções sem direito de defesa. Appio é o único magistrado considerado independente que passou pela 13ª Vara Federal de Curitiba desde sua criação.

Em resumo, apesar das controvérsias e decisões anteriores, a Lava Jato parece continuar influente na Justiça Federal do sul do Brasil. A decisão de Bonat de manter Mattos no MPF, apesar da decisão anterior do CNMP, é um testemunho disso.

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Fonte: Plantão Brasil

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