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Evangélicos abandonam Bolsonaro após escândalo do roubo das joias

Após a saída de Jair Bolsonaro do Palácio do Planalto, a comunidade evangélica, que anteriormente era uma forte base de apoio ao ex-presidente, optou por uma postura mais discreta. Esta mudança tornou-se mais acentuada após os eventos de 8 de janeiro em Brasília e as crescentes denúncias de corrupção contra Bolsonaro.

Recentemente, Bolsonaro enfrentou acusações de tentar fraudar o sistema eleitoral brasileiro através do hacker Walter Delgatti. Além disso, surgiram provas robustas de seu envolvimento em um esquema ilícito de venda de joias do patrimônio nacional.
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Bolsonaro foi declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a abusos de poder e uso indevido dos meios de comunicação. A decisão foi tomada após uma reunião com embaixadores estrangeiros, onde Bolsonaro questionou a integridade das eleições brasileiras.

Vinicius do Valle, sociólogo e especialista em política e religião, observa que após a derrota eleitoral de Bolsonaro, ele ainda tentou reunir apoio. No entanto, após a tentativa de golpe em 8 de janeiro, muitos grupos começaram a se distanciar dele.
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Delana Coraza, cientista social, destaca que a relação dos evangélicos não é estritamente com Bolsonaro, mas com uma pauta anti-esquerda. A comunidade evangélica tem focado em temas como família, gênero e intolerância religiosa, e nos últimos anos, essa pauta se radicalizou, associando-se à figura de Bolsonaro.

Atualmente, a comunidade evangélica tem mostrado um aumento na aprovação do governo Lula. Delana acredita que é essencial dialogar com os evangélicos progressistas e trabalhar para evitar que os conservadores se tornem fundamentalistas.

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Fonte: Plantão Brasil

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