Delação premiada revela novos detalhes sobre o assassinato de Marielle Franco

Em um depoimento revelador, o ex-policial militar Élcio de Queiroz, que fez uma delação premiada, admitiu sua participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Durante o depoimento, Queiroz detalhou a participação do ex-bombeiro Maxwell Simões, conhecido como Suel, no crime.
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Queiroz também mencionou que Ronnie Lessa, acusado de ser o executor dos assassinatos, foi extorquido por um policial identificado como "Marquinhos da DH", da Delegacia de Homicídios, que estava investigando o caso.
O ex-policial afirmou que recebeu ajuda financeira de Maxwell enquanto estava preso e que Ronnie Lessa lhe confidenciou sobre uma "encomenda paga" que se referia a "uma mulher da Tijuca". No entanto, não mencionou explicitamente que o alvo era a vereadora Marielle Franco.
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A vereadora Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, foi a primeira a testemunhar no julgamento de Maxwell Simões. Ela descreveu a rotina de Marielle e expressou sua esperança de que a verdade sobre o assassinato seja finalmente revelada.
Maxwell Simões, que está preso em uma unidade de segurança máxima em Brasília, acompanhou a audiência por videoconferência. Ele foi preso em julho, durante a Operação Élpis, após a delação de Queiroz.
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Mônica Benício criticou as operações recentes das polícias Civil e Militar no Complexo da Maré e condenou a abordagem violenta do governo do estado. Ela também criticou a proposta do governador de construir um muro à prova de balas na Maré.
A Polícia Civil, quando contatada, afirmou que está aguardando o teor oficial do depoimento para tomar as medidas apropriadas.
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Fonte: Plantão Brasil

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