Crime de guerra de Israel para retirada de 1,1milhão de palestinos de Gaza foi uma armadilha

Israel ordena que 1,1 milhão de moradores da região norte de Gaza se movam para o sul em apenas 24 horas, diante da iminente chegada de seu exército.
Transferir tantas pessoas em tão pouco tempo se assemelha a um manejo desumano, como se estivessem levando animais para o abate. O resultado disso é o caos, a dor e prováveis mortes, independentemente da decisão dos habitantes de fugir ou enfrentar a invasão.
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Há quem diga que o deslocamento seria equivalente a ir do centro de São Paulo até o Alphaville. Porém, tal comparação é insensível e ignora as dificuldades reais que os palestinos enfrentam.
Para além da falta de lógica em mover 1,1 milhão de pessoas - incluindo os mais vulneráveis - em um dia, a situação se agrava com a escassez de recursos básicos em Gaza, como água e comida. Sem garantias de um corredor humanitário pelo Egito ou trégua de Israel, as Nações Unidas alertam para "consequências humanitárias devastadoras".
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E, como se não fosse o suficiente, o Hamas instrui os moradores a permanecerem em suas casas, usando-os como escudos humanos. Enquanto isso, Israel, que se diz um Estado democrático, parece mais empenhado em punir a população civil de Gaza do que em combater o Hamas. Relatos da Human Rights Watch apontam que Israel está usando fósforo branco, que provoca lesões terríveis, atingindo inclusive áreas civis.
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O silêncio da comunidade internacional diante desses crimes de guerra é ensurdecedor. Se fosse um rebanho de gado sendo deslocado de forma tão abrupta, talvez houvesse mais reações. Mas, aparentemente, a vida dos palestinos não vale tanto aos olhos do mundo.
Veja o apelo do Médico sem fronteiras:
Nessa tentativa de deslocamento, caravanas de civis foram bombardeadas por Israel. Mais de 70 mortos e 250 feridos já foeram confirmados
*Com informações de “Coluna de Sakamoto”.
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Transferir tantas pessoas em tão pouco tempo se assemelha a um manejo desumano, como se estivessem levando animais para o abate. O resultado disso é o caos, a dor e prováveis mortes, independentemente da decisão dos habitantes de fugir ou enfrentar a invasão.
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Há quem diga que o deslocamento seria equivalente a ir do centro de São Paulo até o Alphaville. Porém, tal comparação é insensível e ignora as dificuldades reais que os palestinos enfrentam.
Para além da falta de lógica em mover 1,1 milhão de pessoas - incluindo os mais vulneráveis - em um dia, a situação se agrava com a escassez de recursos básicos em Gaza, como água e comida. Sem garantias de um corredor humanitário pelo Egito ou trégua de Israel, as Nações Unidas alertam para "consequências humanitárias devastadoras".
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E, como se não fosse o suficiente, o Hamas instrui os moradores a permanecerem em suas casas, usando-os como escudos humanos. Enquanto isso, Israel, que se diz um Estado democrático, parece mais empenhado em punir a população civil de Gaza do que em combater o Hamas. Relatos da Human Rights Watch apontam que Israel está usando fósforo branco, que provoca lesões terríveis, atingindo inclusive áreas civis.
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O silêncio da comunidade internacional diante desses crimes de guerra é ensurdecedor. Se fosse um rebanho de gado sendo deslocado de forma tão abrupta, talvez houvesse mais reações. Mas, aparentemente, a vida dos palestinos não vale tanto aos olhos do mundo.
Veja o apelo do Médico sem fronteiras:
??Médicos Sem Fronterias condena da maneira mais veemente possível o ultimato de Israel para que civis saiam do norte de #Gaza em menos de 24 horas. pic.twitter.com/HYGd7vFhbG
— MédicosSemFronteiras (@MSF_brasil) October 13, 2023
Nessa tentativa de deslocamento, caravanas de civis foram bombardeadas por Israel. Mais de 70 mortos e 250 feridos já foeram confirmados
*Com informações de “Coluna de Sakamoto”.
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Fonte: Plantão Brasil

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