Governo da Groenlândia desmente Trump sobre exploração de petróleo
Autoridades da Groenlândia contestam declarações de Donald Trump sobre o início de exploração de petróleo em larga escala no território ártico.

Foto: Protesto contra a exigência do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a ilha ártica seja cedida aos EUA em Nuuk, Groenlândia 17 de janeiro de 2026 REUTERS/Marko Djurica Crédito: Marko Djurica · Original e licença
O governo da Groenlândia desmentiu publicamente as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o território ártico estaria prestes a iniciar uma exploração de petróleo, gás e minerais em larga escala. Em resposta, o vice-ministro de Mineração da Groenlândia, Jørgen Hammeken-Holm, esclareceu que, embora existam empresas norte-americanas na região, as atividades atuais são limitadas e distantes de qualquer operação industrial significativa.
"Estamos muito longe de uma exploração em larga escala", afirmou Hammeken-Holm. Segundo o vice-ministro, as iniciativas em curso são pequenas e podem levar anos até se tornarem operacionais. A declaração contradiz diretamente uma postagem de Trump na rede social Truth Social, na qual o mandatário alegou, sem apresentar evidências, que a ilha possuiria reservas de petróleo de fácil acesso superiores às de quase qualquer outro território do mundo.
Especialistas do setor reforçam o ceticismo em relação às falas de Washington. A extração de recursos na Groenlândia enfrenta desafios logísticos extremos, com custos elevados e condições climáticas severas, agravadas pelo fato de que 80% da ilha é coberta por uma camada de gelo de cerca de 1,6 quilômetro de espessura.
O episódio ocorre em um momento de tensão diplomática, marcado pela postura agressiva de Trump em relação à soberania da Groenlândia, território autônomo vinculado à Dinamarca. Embora um acordo recente tenha sido assinado entre EUA, Dinamarca e Groenlândia para regular a presença militar norte-americana na região, o documento reafirma a soberania dinamarquesa e o direito de autodeterminação do povo groenlandês, sem incluir cláusulas sobre a exploração de combustíveis fósseis.
Fonte: Brasil 247

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