Delação de ex-ajudante de Bolsonaro provoca atrito entre PF e MPF

A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-assistente de Jair Bolsonaro, tornou-se o epicentro de um crescente embate entre a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF). A tensão se intensificou após declarações do subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, que classificou o depoimento de Cid como "fraco" e pediu novas diligências para investigar possíveis crimes contra a democracia.
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Investigadores da PF expressam frustração, alegando que o MPF está "jogando contra" a investigação dos atos golpistas, segundo informou a jornalista Andréia Sadi. A PF suspeita que a postura do MPF seja uma reação à sua exclusão na formulação do acordo de delação, que é um procedimento legal. A corporação defende a delação de Cid, apontando que a verificação dos fatos relatados é um procedimento padrão, exemplificado pela investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco.
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Cid relatou à PF que Bolsonaro consultou membros da Marinha e das Forças Armadas sobre a viabilidade de um golpe militar, em reuniões no Palácio da Alvorada. No entanto, uma possível acusação formal contra Bolsonaro depende dos resultados das diligências solicitadas, conforme indicado por Santos.
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Com informações do G1
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Fonte: Plantão Brasil/X

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