A internet no Brasil pode parar, alerta vice-presidente da Claro

A construção de uma usina de dessalinização na Praia do Futuro, em Fortaleza, Ceará, tem sido um ponto de debate intenso. Empresas de internet, preocupadas com a possibilidade de interrupção da conexão no Brasil, têm se posicionado fortemente contra o projeto. Fábio Andrade, vice-presidente da Claro, alerta: “A internet do país pode parar”.
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A preocupação central reside na proximidade da obra com os cabos submarinos de internet. A Anatel já interveio, exigindo que a usina seja construída a pelo menos 500 metros de distância dos cabos, em vez dos cinco metros inicialmente propostos. Andrade ressalta que a vibração da água durante a construção pode causar danos aos cabos, afetando a conectividade.
Além disso, Andrade aponta que, com o esperado aumento na demanda por internet, o número de cabos deve dobrar nos próximos três anos, sugerindo que a distância segura deveria ser de pelo menos mil metros. Ele destaca que quase toda a conexão internacional do Brasil passa pela Praia do Futuro, e qualquer dano aos cabos teria consequências graves para serviços essenciais como segurança pública e saúde.
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Um novo projeto executivo está sendo aguardado, e as próximas etapas dessa controvérsia serão conhecidas em breve. Andrade sugere que, se a construção prosseguir no local original, a alternativa seria instalar novos cabos em outra praia, o que acarretaria custos elevados e desafios logísticos.
A polêmica se intensifica ao considerar que 17 cabos submarinos de internet estão localizados na Praia do Futuro, e a construção da usina nesse local poderia comprometer 99% dos dados de internet do Brasil. Por outro lado, os responsáveis pela Parceria Público-Privada (PPP) garantem que não há risco, afirmando que os dutos estarão a uma distância segura dos cabos.
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A usina de dessalinização, uma iniciativa do Governo do Ceará, é vista como um avanço significativo para o abastecimento de água na região, beneficiando milhares de pessoas. Renan Carvalho, diretor-presidente da SPE Águas de Fortaleza, responsável pela obra, assegura que o projeto não afetará os cabos de internet, sugerindo que as preocupações das empresas de tecnologia podem estar mais relacionadas à manutenção de um monopólio regional dos cabos submarinos.
*Com informações de Olhar Digital
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Fonte: Plantão Brasil

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