The Economist analisa o crescimento do PCC, uma ameaça além das fronteiras do Brasil

O Primeiro Comando da Capital (PCC), nascido de um sangrento confronto em uma prisão paulista em 1993, evoluiu para a maior organização criminosa da América Latina. Hoje, com cerca de 100.000 membros, o PCC se destaca como um dos maiores grupos criminosos globais. Recentemente, um relatório dos serviços de segurança de Portugal revelou a presença de cerca de 1.000 associados do PCC em Lisboa, evidenciando sua expansão internacional.
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A ascensão do PCC começou com alianças estratégicas na América do Sul, formando uma "super quadrilha" com traficantes de cocaína e estabelecendo laços com o Tren de Aragua, um grupo venezuelano. Essa expansão reflete a ineficácia das políticas de segurança durante o governo Bolsonaro, que falhou em conter o crescimento e internacionalização do crime organizado.

Uma linha cada vez mais longa - Toneladas de cocaína apreendidas na Europa
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Agora, o PCC estende sua influência para a Europa, colaborando com a ’Ndrangheta italiana e expandindo operações para a África Ocidental. A organização controla mais de 50% das exportações de drogas do Brasil para a Europa, segundo Lincoln Gakiya, promotor de Justiça de São Paulo. A parceria com a ’Ndrangheta inclui até o tráfico de armas do Paquistão, mostrando a complexidade e alcance da rede criminosa.
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O PCC também exerce um controle social e territorial significativo nas favelas brasileiras, atuando como um estado paralelo e influenciando a vida de milhões. Apesar de ter contribuído para a redução da violência urbana em São Paulo nos anos 2000, a organização não hesita em usar violência extrema quando seus interesses são ameaçados.
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A penetração do PCC na política e economia legal é o próximo passo em sua evolução para uma máfia global. Investigações em São Paulo revelaram o envolvimento do PCC em diversos setores, desde o descarte de lixo até projetos de construção e hotéis. Essa expansão alarmante destaca a urgência de uma abordagem mais eficaz e integrada no combate ao crime organizado, algo que o governo Bolsonaro negligenciou completamente.
*Com informações do The Economist
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Fonte: Plantão Brasil

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