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Abuso de autoridade: PMs de São Paulo manipulam registros de câmeras corporais

Policiais militares de São Paulo aprenderam a manipular câmeras corporais e a burlar o sistema de armazenamento de imagens, comprometendo a transparência e a confiabilidade das operações policiais. Esta preocupante revelação foi feita por policiais civis, militares, promotores, membros do Judiciário paulista e pesquisadores de segurança pública em entrevistas ao UOL nos últimos cinco meses.
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As câmeras corporais, inicialmente introduzidas para reduzir a letalidade policial e aumentar a responsabilização, estão perdendo sua eficácia devido a brechas no sistema, como a ausência de uma controladoria independente. O soldado Bruno Rodrigues Dias, profissional de tecnologia da informação e estratégico na implantação das câmeras corporais em São Paulo, destacou quatro maneiras principais de manipulação dos registros, incluindo a exclusão de vídeos e a alteração de datas de gravação.
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Além disso, a reportagem do UOL revelou que é comum entre os PMs cobrir a lente da câmera ou ativar o áudio somente após a ação policial, prejudicando a investigação. Incidentes em Osasco e no centro de São Paulo são exemplos de como essas práticas impedem a compreensão completa das ocorrências.

O sistema atual permite que os próprios policiais insiram os dados das gravações, o que abre espaço para manipulações e exclusões. Imagens classificadas como rotineiras são automaticamente apagadas após 90 dias, e não há alertas para conteúdos suspeitos ou de abordagens violentas.
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Especialistas e juristas apontam que essa manipulação quebra a cadeia de custódia, essencial para a confiabilidade das informações. A Axon, empresa produtora das câmeras, afirma que o sistema é seguro, mas cada agência é responsável por implementar suas próprias políticas.

O uso de câmeras corporais pela PM de São Paulo, que opera com 10.125 câmeras, não é obrigatório em todas as operações, e o orçamento para o programa foi reduzido em 35% em 2023. O governador Tarcísio de Freitas prioriza o aumento do efetivo nas ruas em detrimento da expansão do uso de "bodycams".
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Veja o vídeo:



Com informações do UOL,/a>

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Fonte: Plantão Brasil

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