PF considera ex-diretor da Polícia Civil peça fundamental nas investigações sobre máfias cariocas

A prisão de Rivaldo Barbosa, o ex-diretor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, marca um ponto crucial nas investigações sobre as máfias que atuam no estado, especialmente em casos de execução e ocultação de crimes. Barbosa foi detido sob suspeita de organizar o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e obstruir as investigações subsequentes.
Esta ação sugere uma tentativa de encobrir os envolvimentos criminosos dos irmãos Brazão, Chiquinho Brazão, deputado federal, e Domingos Brazão, membro do Tribunal de Contas do Estado, ambos acusados de ordenar o crime por interesses em loteamentos ilegais em áreas controladas por milícias. As autoridades esperam que novas delações, incluindo potencialmente a de Barbosa, esclareçam entre 15 a 20 crimes ligados a essa rede de corrupção.
Rivaldo Barbosa assumiu o comando da Polícia Civil um dia antes do assassinato de Marielle, em março de 2018, tendo uma trajetória prévia significativa na corporação, incluindo a direção da Divisão de Homicídios e a chefia da Delegacia de Homicídios da Capital.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), ao solicitar sua prisão ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentou que Barbosa estabeleceu um "esquema estrutural de corrupção" na Delegacia de Homicídios, colaborando com contraventores para impedir investigações de crimes vinculados a jogos ilegais.
Este esquema tinha como um de seus principais objetivos beneficiar financeiramente Barbosa, como indicam movimentações financeiras suspeitas envolvendo empresas de consultoria abertas por sua esposa, que totalizaram R$ 4,9 milhões em transações.
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Com informações do g1
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Fonte: PlantãoBrasil/X

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