Política · Segurança

Com 241 "assessores" Secretário de Tarcísio tem tropa maior que 91,2% dos municípios paulistas

Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de São Paulo e ex-deputado federal pelo PL-SP, tornou-se uma figura emblemática do extremismo bolsonarista, especialmente conhecido por seu histórico na Rota e por adotar uma postura "linha dura" no combate à criminalidade. Após a eleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como governador, Derrite foi escolhido para chefiar a SSP, em uma gestão que, seguindo os passos de Jair Bolsonaro, preencheu cargos de secretariado predominantemente com militares.
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Derrite se destaca não apenas por sua retórica, mas também pela quantidade impressionante de assessores policiais militares sob seu comando: 241, segundo revelações. Esse número ultrapassa o efetivo policial de 91,2% dos municípios paulistas, configurando um verdadeiro exército particular à disposição do secretário. Essa "assessoria" extensa e militarizada, sem precedentes, suscita preocupações quanto à sua necessidade e aos seus impactos na segurança pública do estado.

Nos últimos meses, a Polícia Militar de São Paulo, sob a orientação de Derrite, intensificou suas operações na Baixada Santista, resultando na morte de 56 pessoas e na realização de mais de 1.000 prisões. Embora essas ações sejam justificadas como resposta à morte de dois policiais antes do carnaval, o elevado número de fatalidades levanta questões sobre a abordagem adotada pela SSP.
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Interessante notar, um levantamento da Folha de S.Paulo indica que a quantidade de assessores PMs à disposição de Derrite supera o efetivo policial em 588 cidades do estado, revelando a magnitude do poder conferido ao secretário. Esses oficiais são empregados em diversas funções, incluindo a segurança pessoal de autoridades e a proteção de edifícios públicos, mas agora, sob a gestão de Derrite, suas atribuições se expandiram para áreas como a produção de conteúdo para as redes sociais.

Além disso, a remuneração adicional recebida pelos oficiais que se juntam à assessoria de Derrite pode chegar a R$ 7 mil, um acréscimo significativo que, segundo o governo estadual, não representa um ônus para os cofres públicos. Contudo, a concentração de recursos humanos e financeiros em torno da figura do secretário e as consequências de suas políticas de segurança merecem um escrutínio detalhado.

Com informações da Fórum

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Fonte: Plantão Brasil

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