Justiça · Segurança

Empresária bolsonarista volta à prisão por falha na tornozeleira e suposta preparação para fuga do país

Camila Mendonça Marques, empresária detida durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, foi novamente presa preventivamente a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Desde 14 de março, ela encontra-se na Penitenciária Sul de Criciúma, em Santa Catarina. A retenção se deve a um problema técnico com sua tornozeleira eletrônica, que falhou por menos de duas horas, e à suspeita de que ela planejava fugir do país após ser flagrada supostamente vendendo seus bens.
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Após os eventos que chocaram o país, os defensores de Camila conseguiram revogar sua prisão preventiva no passado, citando sua condição de mãe solteira responsável por dois filhos menores. Entretanto, a situação se complicou com a falha na monitoração eletrônica e as alegações de preparativos para uma fuga, levando a uma nova ordem de prisão por Moraes.

O advogado da empresária relatou que, apesar do prazo legal de cinco dias para apresentar justificativas ao STF, a prisão foi decretada antes que pudessem fazer os devidos esclarecimentos. Além disso, a defesa aponta que a decisão de Moraes foi influenciada por informações de um agente da Polícia Federal sobre a possível liquidação dos bens de Camila, visando sua saída do país.
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Em resposta, foi apresentado um Habeas Corpus, que, segundo os advogados, não foi analisado pelo ministro Luiz Fux. Diante disso, um Agravo Regimental foi submetido na tentativa de levar a questão para análise em plenário pelo conjunto dos ministros do STF.

Camila foi condenada a 17 anos de prisão por Alexandre de Moraes, que detalhou a sentença em 15 anos e 6 meses de reclusão, além de 1 ano e 6 meses de detenção e 100 dias de multa. Moraes também determinou o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos e estipulou o início do cumprimento da pena em regime fechado.

A defesa sustenta que Camila invadiu um dos prédios públicos para se proteger da repressão policial. Contudo, imagens dela no Palácio do Planalto, exigindo uma intervenção militar e recusando-se a sair, contradizem essa versão.

Com informações de O Estado de Minas

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Fonte: Plantão Brasil

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