CGU abre processo contra servidores da PF envolvidos na "Abin Paralela" da gestão Ramagem

A Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou processos administrativos disciplinares (PADs) contra três funcionários do Departamento de Polícia Federal (PF) por ausências injustificadas durante mais de 60 dias entre 2021 e 2022, enquanto estavam a serviço da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A investigação veio à tona após revelações de que, nesse período, foi utilizado um programa sigiloso, FirstMile, pela Abin para rastrear políticos, jornalistas, advogados e opositores do governo Bolsonaro, sem qualquer amparo legal.
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Os investigados, Marcelo Araújo Bormevet, Felipe Arlotta Freitas e Eliomar da Silva Pereira, enfrentam acusações sérias que apontam para uma participação ativa na chamada "Abin paralela", uma operação de vigilância que extrapolou os limites da legalidade. Bormevet e Freitas já foram afastados de suas funções por decisão do Ministro Alexandre de Moraes, do STF, enquanto Pereira desempenhou suas atividades na Abin focando na segurança das comunicações.
A CGU assegura que os processos seguirão o devido processo legal, garantindo aos acusados o direito à ampla defesa e ao contraditório. Estes procedimentos têm um prazo inicial de 60 dias para serem concluídos, podendo ser estendidos por mais 60 dias se necessário.
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Essas medidas tomadas pela CGU refletem o compromisso do governo atual em corrigir os desvios e abusos cometidos durante a gestão anterior, especialmente no que tange à vigilância ilegal e à perseguição de opositores e críticos ao governo de Jair Bolsonaro. Esta ação é um passo significativo na reafirmação do Estado de Direito e na proteção das liberdades individuais contra abusos de poder.
As suspensões dos servidores envolvidos nesses atos, baseadas em decisão do STF, sublinham a gravidade das acusações e a necessidade de uma investigação aprofundada sobre as atividades da "Abin paralela". Além dos servidores da PF e da Abin, figuras como o ex-diretor Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro também são investigados por suas supostas participações neste esquema, conforme indicado por operações de busca e apreensão realizadas em janeiro.
Com informações do DCM
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Fonte: Plantão Brasil

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