Lava Jato se associou ilegalmente aos Estados Unidos e entregou provas ilegais contra a Petrobras

Um relatório de inspeção da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a atuação da 13ª Vara Federal de Curitiba, que comandou a Operação Lava Jato, revelou que houve uso irregular de provas e influência dos Estados Unidos em decisões cruciais. De acordo com o documento, obtido pela Folha de S.Paulo, a operação permitiu que autoridades americanas acessassem depoimentos de colaboradores de maneira flexibilizada, desrespeitando exigências legais brasileiras.
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As investigações também apontaram que os EUA tiveram papel decisivo na definição dos valores dos acordos de leniência com grandes empresas como Odebrecht e Braskem. Este envolvimento estrangeiro levou ao afastamento de figuras chave da Lava Jato, incluindo Sergio Moro e Gabriela Hardt, por suspeitas de desvio de cerca de R$ 2,5 bilhões para uma fundação que serviria interesses privados.
O CNJ acusa Moro, Hardt e o procurador Deltan Dallagnol de estarem envolvidos em atividades que poderiam configurar crimes de prevaricação, corrupção privilegiada e corrupção passiva. Segundo o relatório, esses atos foram impedidos apenas por uma decisão do Supremo Tribunal Federal.
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Luís Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, sugeriu que os valores recuperados na Lava Jato foram manipulados para beneficiar a Petrobras de forma ilegal, configurando um esquema de ’cashback’. Ele destacou a necessidade de uma investigação criminal para apurar mais profundamente as condutas dos envolvidos.
O relatório também levantou preocupações sobre a falta de transparência e controle nos repasses feitos à Petrobras, indicando que a força-tarefa pode ter agido com omissão e irregularidade. A conduta suspeita dos agentes públicos envolvidos pode levar a penas significativas, inclusive para Hardt, que enfrenta a possibilidade de até 26 anos de prisão se condenada.
Com informações do DCM
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Fonte: Plantão Brasil

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