PF investiga sofisticado esquema de desvio de dinheiro em sistema federal de pagamentos

A Polícia Federal (PF) está investigando uma grave violação do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) após criminosos redirecionarem cerca de R$ 2 milhões destinados ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) para uma loja em Campinas (SP). Os hackers acessaram o sistema usando as credenciais de dois servidores do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), fazendo o pagamento para a "Adonai Comércio", uma loja de varejo com múltiplas atividades comerciais. A transação foi feita por Pix em uma noite de véspera de feriado, sendo detectada apenas dias depois.
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Este desvio foi parte de uma série de tentativas de movimentações fraudulentas que totalizavam cerca de R$ 9 milhões, das quais R$ 3,5 milhões foram efetivamente desviados, incluindo os R$ 2 milhões que foram recuperados após rápida ação das autoridades. O processo de pagamento no Siafi requer senhas de três diferentes responsáveis para autorização, o que indica um esquema sofisticado de fraude, com 16 senhas identificadas como usadas ilegalmente.
O caso ressalta vulnerabilidades sérias no sistema de pagamentos da administração federal, destacando a necessidade de reforçar as medidas de segurança. A PF, com o apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), está conduzindo o inquérito, buscando identificar os criminosos envolvidos e entender a extensão completa das atividades fraudulentas.
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As investigações apontam para a utilização de uma rede complexa de credores falsos, com tentativas de aprovação de pagamentos a mais de 200 entidades fictícias. Este incidente é um alerta sobre os riscos cibernéticos enfrentados por instituições governamentais, sobretudo em sistemas que gerenciam recursos públicos de grande escala.
O governo e os órgãos de segurança estão revisando e fortalecendo os protocolos de acesso ao Siafi para evitar novos incidentes, enquanto a sociedade civil acompanha atentamente os desdobramentos desse caso, que expõe a fragilidade do controle de gastos públicos e a audácia dos cibercriminosos.

Com informações do DCM
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Fonte: Plantão Brasil

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