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Moradores de Porto Alegre relatam tragédia e luta contra esgoto e mau cheiro de animais apodrecendo

Após a cheia histórica do Guaíba que devastou Porto Alegre, moradores da cidade enfrentam as consequências das inundações, com animais mortos e esgoto exposto nas ruas dos bairros Menino Deus, Cidade Baixa e Centro Histórico. O mau cheiro e os danos são evidentes, enquanto a água atingiu seu nível mais alto desde 1941.
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Atualmente, das 23 casas de bombas do sistema antienchentes da capital, 19 precisaram ser desligadas por causa da enchente ou do risco de choque elétrico. Nove estão em operação, segundo o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae). A assistente de câmbio Katia Toledo, moradora do bairro Menino Deus, relata a necessidade de limpeza constante e o aumento de animais mortos e esgoto.

No bairro Cidade Baixa, as ruas foram inundadas em 6 de maio, causando estragos em residências e comércios. O prefeito recomendou que moradores deixassem suas casas após uma das bombas ser desligada por segurança. O assistente de leilão imobiliário Mateus Marchant precisou sair de casa às pressas e, ao retornar, encontrou a água na altura do joelho, relatando a presença de lixo e baratas.

No Centro Histórico, a água ultrapassou o Muro da Mauá, e os moradores convivem com o esgoto e peixes mortos. A auxiliar administrativa Nathália Sachett de Lima evita sair de casa para proteger seus filhos e cachorro da contaminação. Ela descreve a situação como insuportável, com o cheiro da água podre invadindo a residência.
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Até agora, 365 toneladas de resíduos foram recolhidas pelas ruas da capital, conforme o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). O diretor-geral do órgão, Carlos Hundertmarker, afirmou que este é o maior desafio da história do departamento, e um plano de limpeza foi montado para mapear os estragos.

Os temporais e as cheias no Rio Grande do Sul já causaram 149 mortes, deixaram 108 desaparecidos e 806 feridos, segundo o boletim da Defesa Civil desta quarta-feira (15). Além disso, 614,7 mil pessoas estão fora de suas casas, sendo 76,5 mil em abrigos e 538,1 mil desalojadas. Dos 497 municípios do estado, 452 registraram transtornos, afetando mais de 2,1 milhões de pessoas.

Com informações do G1

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Fonte: Plantão Brasil

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