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Sheinbaum vitoriosa no México e Lula formam parceria que promete liderar a América Latina

A recente vitória de Claudia Sheinbaum no México entusiasma os progressistas latino-americanos e aumenta as expectativas sobre seu relacionamento com os vizinhos. Analistas destacam a importância do México continuar a "olhar para o sul" e o potencial de liderança conjunta com o Brasil.
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A maioria dos líderes sul-americanos saudou Sheinbaum, mas um dos comentários mais notáveis veio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma postagem no X (antigo Twitter), Lula expressou estar "muito feliz com a vitória" da presidente, destacando a importância de ter "uma mulher progressista à frente da presidência do México".

Lula também confirmou que viajará ao México ainda neste ano para fortalecer as relações comerciais, destacando que "somos as duas maiores economias da América Latina e podemos ter um maior fluxo entre os empresários de ambos os países".

Em entrevista à Sputnik, o analista internacional argentino Cristian Riom e o cientista político argentino e coordenador do Grupo Puebla, Matías Capeluto, concordaram que o mandato de Sheinbaum marcará uma continuidade nas políticas de Andrés Manuel López Obrador, que promoveu a integração latino-americana.
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Para Riom, o anúncio de Lula sobre a visita ao México mostra a importância que o governo brasileiro dá ao país como parceiro, especialmente diante das dificuldades na relação com a Argentina de Javier Milei. Ele acredita que a aliança México-Brasil será um contrapeso à direita na região e liderará a América Latina.

Capeluto destacou que a harmonia entre Brasil e México é uma novidade surgida com os governos de López Obrador e Lula, já que historicamente os dois países disputavam questões econômicas. Ele acredita que a proximidade geopolítica favorece um modelo de desenvolvimento regional baseado na boa convivência e na reorganização dos esquemas de integração produtiva na América Latina.

Capeluto alertou para a necessidade de a América Latina fortalecer sua integração econômica e aumentar o intercâmbio comercial dentro da região, que permanece pouco estimulado. Ele ressaltou que a presidente eleita deve aprofundar a "reconstrução" da relação entre o México e a América Latina iniciada por López Obrador.

Riom acrescentou que a política externa de Sheinbaum será marcada pelo "compromisso com o multilateralismo" e uma forte presença nos fóruns internacionais, além de manter uma postura independente dos Estados Unidos em grandes conflitos como o de Israel ou Ucrânia.
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No entanto, Riom alertou que manter uma postura independente de Washington é um dos maiores desafios para os líderes mexicanos, devido às conexões históricas, geográficas e econômicas com os EUA. Ele afirmou que Sheinbaum precisará ser inteligente para equilibrar a agenda ideológica sem prejudicar os laços com os EUA.

Aos 61 anos, Claudia Sheinbaum é a primeira mulher presidente do México, tendo vencido as eleições com 59% dos votos. Cientista e acadêmica destacada, ela é formada em Física e doutora em Engenharia Energética. Antes de concorrer à presidência, Sheinbaum foi prefeita da Cidade do México, um dos cargos políticos mais influentes do país.

Com informações do Braasil 247.

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Fonte: Plantão Brasil

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