Política · Justiça

Eduardo Bolsonaro e Marcos do Val atacam delegado que investigou Bolsonaro

O delegado da Polícia Federal, Fábio Shor, responsável por investigar Jair Bolsonaro no caso do furto e contrabando de joias da Presidência, revelou que ele e sua família começaram a receber ameaças cerca de 10 dias após indiciar o ex-presidente, no dia 4 de julho. Em um e-mail obtido pelo portal Uol, Shor descreveu ao colega delegado Elias Milhomens que encontrou um boneco pendurado no limpador de seu carro, relatando preocupações com a segurança de sua família.
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Essas ameaças surgiram no contexto de uma série de ataques de bolsonaristas, entre os quais o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Marcos do Val, que expuseram o delegado publicamente. Marcos do Val, por exemplo, publicou uma foto de Shor em um cartaz de "procurado", sugerindo que o delegado estaria executando ordens ilegais do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Esses ataques geraram indignação na Polícia Federal, e a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) entrou com um pedido de investigação para defender seus membros. O presidente da ADPF, Luciano Leiro, enfatizou a importância de proteger as prerrogativas dos delegados e criticou os ataques infundados contra a corporação.
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Eduardo Bolsonaro também provocou a PF, questionando a atuação da corporação e referindo-se a ela como "cachorrinhos de Moraes". Marcos do Val, por sua vez, intensificou os ataques com publicações nas redes sociais, levando a abertura de inquéritos contra ambos.




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Fonte: Plantão Brasil

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