Irã apela à comunidade internacional depois de mais de 77 mortos em ataques israelenses

Israel intensificou sua campanha de ataques aéreos no Oriente Médio, resultando em mais de 77 mortes no Líbano, nove na Faixa de Gaza e um número ainda não determinado de vítimas no Iêmen neste domingo (29). O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez um apelo à comunidade internacional para conter a agressão israelense, afirmando que "os combatentes libaneses não devem ser deixados sozinhos nesta batalha". Pezeshkian prometeu vingança pela morte de Abbas Nilforoushan, vice-comandante da Guarda Revolucionária, e de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah.
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No Líbano, os bombardeios israelenses atingiram áreas civis, matando um grande número de mulheres e crianças. Entre as vítimas estão dois jovens brasileiros: Ali Kamal Abdallah, de 15 anos, e Mirna Raef Nasser, de 16 anos. O Ministério da Saúde libanês informou que o número de mortos segue crescendo devido aos ataques ininterruptos, que têm como alvo áreas onde milhares de pessoas já foram deslocadas. O Itamaraty se manifestou, afirmando que está prestando assistência às famílias brasileiras e condenando os ataques israelenses. Em Gaza, o total de mortos já ultrapassa 41.595 desde o início do massacre em outubro.
Além do Líbano e de Gaza, Israel atacou portos e centrais de energia em Hodeida, no Iêmen, controlados pelos rebeldes Huthis, aliados do Irã e do Hezbollah. Essa ofensiva foi uma retaliação ao disparo de míssil contra Tel Aviv no sábado, assumido pelos Huthis. O analista político Mohammed Nadir, da Universidade Federal do ABC, alerta para a escalada sem precedentes que fragiliza o direito internacional, ressaltando que Israel, com o apoio dos EUA, Reino Unido e França, está agindo de maneira indiscriminada.
Com informações do DCM
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Fonte: Plantão Brasil

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