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Operação da PF desarticula rede criminosa de Gustavo Gayer e investiga financiamento a atos golpistas

A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação destacando a suspeita de que o deputado bolsonarista Gustavo Gayer tenha desviado verbas públicas para financiar atos terroristas em janeiro de 2023. Segundo informações do jornal O Globo, Gayer teria atuado em conluio com empresários para direcionar recursos a atividades golpistas, incluindo os ataques de 8 de janeiro.
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O deputado é alvo de investigação por possíveis desvios de verbas parlamentares, que teriam sido usados para beneficiar suas empresas particulares, como uma escola de inglês e uma loja de camisetas em Goiânia. As suspeitas surgiram após análise do celular apreendido de um empresário ligado a Gayer, no qual foram encontrados indícios de que o dinheiro desviado foi utilizado para financiar esses atos criminosos.

O empresário, que já havia sido alvo de busca e apreensão, quebra de sigilo telemático e prisão preventiva por envolvimento nos ataques, foi inicialmente indicado para ser secretário parlamentar de Gayer. No entanto, a contratação não foi possível por razões legais, e, para contornar essa situação, uma empresa em nome do empresário foi contratada pelo gabinete do deputado, recebendo R$ 24 mil em três parcelas.
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De acordo com a PF, essa empresa foi usada para viabilizar o recebimento indevido de recursos públicos destinados a atividades políticas ilegítimas. Além disso, a investigação revelou a criação fraudulenta de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) com uma ata de constituição retroativa ao ano de 2003 e até mesmo crianças de 1 a 9 anos listadas como membros do quadro social.

Na operação desta sexta-feira (25), a PF realizou buscas no endereço de Gayer em Goiânia e no apartamento funcional em Brasília. Também foram apreendidos R$ 72 mil em espécie na residência de um assessor do deputado. A ação, que contou com 60 policiais, cumpriu outras 18 ordens de busca e apreensão autorizadas pelo STF em várias cidades, com o objetivo de desmantelar a organização criminosa responsável pelo desvio de recursos públicos.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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