Política · Justiça

Bolsonaro é alvo de críticas mundialmente por tentativa de golpe

A repercussão internacional sobre o indiciamento de Jair Bolsonaro e outros 36 aliados por tentativa de golpe de Estado no Brasil ganhou destaque em veículos de todo o mundo. O relatório da Polícia Federal, com 884 páginas, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), aponta os crimes cometidos pelo ex-presidente e seus apoiadores, reforçando a gravidade das acusações.
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O jornal britânico The Guardian classificou Bolsonaro como “um capitão do exército desonrado que se tornou político populista” e destacou o caráter autoritário de seu governo, chamando-o de “administração de extrema direita”. Já a emissora Al Jazeera apontou que Bolsonaro esteve diretamente ligado a uma “conspiração golpista” após sua derrota eleitoral, além de ter instigado apoiadores a atacarem instituições democráticas em Brasília.



Na América Latina, o colombiano El Tiempo destacou o envolvimento de figuras centrais do governo Bolsonaro no plano golpista, como Braga Netto, Alexandre Ramagem e Augusto Heleno, todos indiciados no relatório. O jornal ressaltou o papel desses aliados na articulação de medidas para tentar subverter o Estado Democrático de Direito.

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O americano The Washington Post mencionou que Bolsonaro negou as acusações de planejar o golpe, mas lembrou de outras investigações contra ele, como o contrabando de joias e a falsificação de dados de vacinação. Já o espanhol El País ressaltou que o ex-presidente está inelegível até 2030 e atribuiu o fracasso do golpe à falta de apoio dos comandantes das Forças Armadas na época.


O The New York Times apontou que o indiciamento reforça os problemas jurídicos de Bolsonaro e expõe sua tentativa organizada de subverter a democracia brasileira, destacando que o caso evidencia o avanço das instituições do Brasil em proteger o Estado de Direito.


A emissora Al Jazeera destacou que Bolsonaro estaria envolvido em uma “conspiração golpista” após a derrota nas eleições presidenciais de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a emissora, “uma semana após a posse de Lula, em janeiro de 2023, apoiadores de Bolsonaro se revoltaram em Brasília, com alguns manifestantes clamando por um golpe militar”. Além disso, há suspeitas sobre o papel de Bolsonaro na instigação desses atos.


Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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